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sexta-feira, 6 de abril de 2012

CANIDELO - ALUMIARA, CANDAL, COIMBRÕES E MADALENA EM GAIA SEMPRE FORAM FREGUESIAS E TERRAS IRMÃS

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CANIDELO - ALUMIARA, CANDAL, COIMBRÕES E MADALENA, EM GAIA,
SEMPRE FORAM FREGUESIAS E TERRAS IRMÃS



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              ORFEÃO DA MADALENA


         Oh! Orfeão da Madalena,
         Quantos Cantores saíram de tuas entranhas,
         Quantos Tenores de vozes tamanhas,
         Se moldaram na tua terra.

Quantos Barítonos Altearam
         Suas vozes, se expressaram
         Num Colossal Coro magnificente,
         Que faz recordar todo o presente.
        

Quantos Valores tua História encerra,
         Quantas Sopranos entoaram numa guerra.
         Baixos que tão Alto te Cantaram,
         Vozes que aos Céus te Elevaram.

         Guerra de Vozes assaz distintas,
         Com ânsias de cantar - tão famintas;
         Sopranos, Tenores, Barítonos, Baixos,
         Contraltos; Te Glorificaram Orfeão. 
                 

         Oh! Orfeonistas que passastes neste Orfeão,
         Hoje Vos Cantamos nós, Coralistas;
         Vós fostes os Grandes Valores,
         Nós somos os renovados Cantores.

 
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João da mestra, em 18 de Março de 2012. Homenagem ao Orfeão da Madalena; inspiração motivada pela visita que fiz à Sede Social na Madalena, em 17 de Março de 2012.
Em 1930 e, até (penso) 1937, pertenceu também meu pai a este Orfeão.
                       


Face e verso do Cartão de Identidade de Associado do Orfeão da Madalena



CANDAL E CANIDELO -  ALUMIARA

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TENOR NOS ANOS TRINTA


De palhinha, era o chapéu
Branco, largo, de aba;
Elevado, o ser que o colocava
E, que bem que lhe ficava.
                         
       
Camisa branca, retesada,
Colarinho e punho; engomada.
Fina posição, elegante,
Distinto, era, todo o instante.


Casaco branco, de linho,
Assente como miminho,
Calça creme, festada;
Menina devera embeiçada.


Foi Homem dos anos trinta,
Figura muito distinta,
Educado, culto, altruísta,
Feição de capa de revista.


Foi sapateiro e tenor,
Orfeonista e cantor,
De Fado de Coimbra foi doutor,
Na sua profissão, professor.

                                   
Foi sapateiro de velho,
E sapateiro de novo,
Sapateiro de novo a velho,
Transformou velho em novo.


Fez um milhão de consertos,
E, mil e um concertos,
Combinou a sua profissão,
Com bonitos cantares no Orfeão.


Cantou Fado de Coimbra,
De Menano a Luís Góis;
Eu me recordo ainda,
Do poder de sua voz.


João da mestra, 15 de Agosto de 2011

No Centésimo primeiro Aniversário do Nascimento de Alexandre
Monteiro; meu pai.
Publicado em 19 de Março de 2012 - DIA DO PAI
                                   



































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EM HOMENAGEM À ASSOCIAÇÃO RECREATIVA E CULTURAL DE ALUMIARA E AO SEU EX -SÓCIO, MEU PAI.






EM HOMENAGEM À ASSOCIAÇÃO RECREATIVA E CULTURAL DE ALUMIARA E AO SEU EX -SÓCIO, MEU PAI.
Fantástico; uma Associação Recreativa em Canidelo, Centenária.
Meu Pai adorava, honrava, IDOLATRAVA, ALUMIARA.
Em 1952 mudou a sua residência, com a família, (eu por consequência) do Candal onde nasceu e depois de aí ter ficado após ter casado, para este lugar – ALUMIARA -, para a casa onde hoje está a Igreja Evangélica.
Meu Pai foi o sócio nº 58 do Clube Recreativo D´ Alumiara, em data que desconheço, sendo que, seu Bilhete de Identidade está assinado pelo Saudoso Presidente Senhor Carlos Emílio (o apelido está indecifrável).
Com a data de 14 de Janeiro de 1952, obtém o Cartão de Identidade nº 219, - onde está acrescentado a este Clube o subtítulo de “Agremiação Desportiva”. Cartão este, assinado pelos saudosos; Presidente - Manuel João Gonçalves Pinho e, Secretário – Valdemar Raimundo Nascimento (peço desculpa se existir alteração no nome, visto a assinatura ser um pouco difícil de decifrar, mas, creio estar correta).
Em 1957 mudou a sua residência para o Meiral.
Sendo que se manteve ali com estabelecimento de sapataria, (junto à antiga Farmácia – hoje casa de sementes – e logo perto da antiga GNR) manteve-se associado a este Clube Recreativo D´Alumiara – (Agremiação Desportiva), depois denominado Associação Recreativa e Cultural de Alumiara, por vários anos que se sucederam.  Desconheço em que data se extinguiu como associado.
Por todas as razões citadas, esta Associação Recreativa e Cultural de Alumiara, é para mim muito querida, muito estimada, assim como o lugar onde se insere, de onde tenho ainda recordações de uma inigualável saudade.
Desejo à Associação muitos mais centenários de vida e, aos seus Exmos. Directores, Associados e Amigos, muita saúde para um BEM-ESTAR completo nesta Ditosa Associação Recreativa.
Manuel João Monteiro

(filho do ex-sócio)






































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CANIDELO - ALUMIARA,  MADALENA E CANDAL SEMPRE FORAM TERRAS DE PREFERÊNCIA

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http://sites.google.com/site/majosilveiro/homenagem-a-meu-pai

http://sites.google.com/site/majosilveiro/eu-canto-a-minha-vida-passada

http://sites.google.com/site/majosilveiro/domingos-de-manha

http://sites.google.com/site/majosilveiro/homenagem-ao-meu-pai-no-dia-do-pai

http://sites.google.com/site/majosilveiro/homenagem-a-orfeao-da-madalena

APADRINHAMENTO DO AMOR
http://canidelogaiaminhaterraquerida.blogspot.pt/2011/11/contributo-para-historia-da-fundacao-do.html

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http://canidelogaiaminhaterraquerida.blogspot.pt/2011/02/infancia-na-casa-das-mestras-as.html

http://canidelogaiaminhaterraquerida.blogspot.pt/2010/08/centenario-do-nascimento-de-alexandre.html



majosilveiro






quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

CANIDELO - GAIA - OLHANDO O MAR EM SALGUEIROS

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OLHANDO O MAR EM SALGUEIROS


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Dedico ao amigo, escritor Vasco Paraty, que, não sendo de Canidelo, ama igualmente a sua e a minha terra.
Candal é igualmente Gaia.
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Dedico, também, A Todos os Canidelenses;
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Olhando o mar em Salgueiros;
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Cada rebentação,
é batimento em meu coração,
certo e cadenciado,
a cada ondulação deste mar,
referenciado,
de Salgueiros, proclamado,
neste País, Portugal,
o mais belo, sem igual.
Cada rebentação,
- é cada batimento em meu coração -,
ciclo de vida a avançar,
a baterem, as ondas do mar,
nunca, a vida a atrasar,
sempre, o miocárdio a pulsar
vivo sangue encarnado
e viva eu apaixonado,
por este maravilhoso mar.
Penedos sempre suportam,
com a forte rebentação
diária, implantados naquele areal,
onde descalço caminhei,
onde nas areias rebolei
e, agora mesmo…, chorei.
João da mestra, 4 de Janeiro de 2011 -
Cada um a sua terra e, eu, “Ao meu mar de Salgueiros”.










Majosilveiro


quarta-feira, 2 de novembro de 2011

CANIDELENSES - e outros - E NOSSA SENHORA DA BOA HORA

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CANIDELENSES - e outros - 
E A SENHORA DA BOA HORA



Eram, os CANIDELENSES, fervorosos devotos de Nossa Senhora da Hora ou Nossa Senhora da Boa Hora, conforme alguns preferiam referenciar, em tempos de que, reza a história, vinham a esta freguesia, antigamente com o nome de Bouças, isto desde a idade média, a cavalo – os mais ricos, - de burro, ou a pé, ou ainda em carros de bois, onde, aí, vinha a família, a colectividade, os idosos, enfim.

As memórias de um Povo não se apagam, portanto, daí, pela mesma razão e pela mesma ocasião, nas festas a Nossa Senhora da Hora, todos os anos no mês de Maio, os CANIDELENSES passaram a ir ao mesmo local, mas, já denominado de Freguesia da Senhora da Hora, isto, há sessenta anos, depois Vila e por último Cidade. Já não naqueles veículos rupestres, mas, de bicicleta a pedal, conforme eu uma vez o fiz, teria cerca de treze anos e, agora de automóvel que, é mais fino.

Procuravam, os peregrinos e os romeiros devotos àquela, uma boa hora para as parturientes que se achassem em estado de Graça, quer dizer, para aquelas fêmeas que, estando grávidas, estivessem prestes a parir. Isto hoje coisa tão rara que muitos se esqueceram já o que é ou como se faz! ! ! ! E, depois, existe também a pílula, para o homem, para a mulher, do dia seguinte, do dia anterior, da hora, até a do minuto; espera aí, aguenta – diz a catraia – deixa-me tomar o feijão -, pronto, já podes atingir o orgasmo, Nossa Senhora da Boa Hora me salve… e, se não salvar…, o erário público pagará o aborto. Mas, os velhos (eu prefiro chamar de idosos), os doentes e os reformados não têm médicos, não têm posto médico à altura, não têm hospitais à altura, não têm medicamentos nem materiais nos hospitais necessários porque já falta a verba e, PASME-SE que, os últimos ministros da saúde até mandaram fechar dezenas de maternidades dos hospitais, porque, não compensavam. As maternidades não rendem dinheiro, claro, não se podem vender ou exportar bebés. Portanto, vamos todos fornicar, a torto e a direito, que, depois alguém pagará a factura do aborto.

Também, eram muitos os forasteiros que procuravam as águas daquele manancial, do local onde se venera a Virgem Santa, na FONTE DAS SETE BICAS, porque, acreditavam, serem aquelas águas milagrosas para todos os males, desde o raquitismo nas crianças (que não comiam derivado à fome peste e guerras e à miséria em todas as épocas através dos tempos), às doenças como pestes ou febres; amarela, cor-de-rosa, azul, encarnada ou negra, (porque os antibióticos não existiam muito menos o dinheiro para ir ao médico – se tanto as pessoas iam ao curandeiro, ao feiticeiro, à bruxa ou a todos estes que tratavam também os animais, que, veterinários também não os havia), contra a bobónica, (que nenhuma mãe hoje conhece, porque, nem tão pouco conhece a bobó dos seus filhos, da parte do pai – noras! ! ! !) , enfim, para todos os males havia um remédio Santo, - água da Fonte das Sete Bicas.

Outra importante virtude da Água das Sete Bicas é que, jovem, feminina ou masculino, que a beba, de todas as sete bicas é a condição, tem cônjuge para casar de imediato, garantido. Isto é milagre com longos séculos de existência e, conhecidíssimo, daí aquela cantiga, Se Queres Casar, Anda Meu Amor à Fonte Comigo etc. etc. , que, eu agora não canto porque bebi a dita água, estava fresca e fiquei rouco, conforme andam todos os distintos chefes políticos de tanto berrarem (é uma força de expressão, que me desculpem, eu queria dizer gritarem) nesta campanha eleitoral que agora terminou.

Era tanta a afluência pela parte feminina na procura das águas para a consumação de casamento, que, era uma alegria que dava à vista eu ficar sentado em banco do jardim, ao lado da fonte, a apreciar todas aquelas donzelas…, bem…, às vezes donzelas com mais de sessenta ou setenta. Em todo o caso era sempre alegre, porque, diga-se de passagem, algumas de oitenta são melhores do que outras de vinte e dois, enfim.
Em todo o caso, desisti, devido a que, a clientela das águas mudou após a legislação da permissão de casamentos gay; primeiro, na procura das águas para casamento, depois, na procura das águas para a boa horinha na altura do parto.

Mas, se pretende conhecer a FONTE DAS SETE BICAS e as festas através de fotos e saber mais sobre os hábitos e costumes sobre as mesmas a Nossa Senhora da Hora que terminaram ontem, então veja o blogue;
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 Aos Caros Amigos Canidelenses, meus confrades e conterrâneos, digo somente, mais, que, não se desabituem de ir àquela Santa Festa, procurar as curas para os vossos males, conforme fizeram os nossos pais, avós, bisavós, trisavós e por aí adiante.

majosilveiro - João da mestra, 6 de Junho de 2011



terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

NÓ DO FOJO - QUATRO CAMINHOS - VERDINHO - ESCOLAS INÊS DE CASTRO - DE CANIDELO, GAIA

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EM CANIDELO DE VILA NOVA DE GAIA
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* QUATRO CAMINHOS * VERDINHO * MEIRAL **
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*RUA DA BELGICA * NÓ DO FOJO * AUTO-ESTRADA A1 *

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Escolas Inês de Castro na Rua da Bélgica.




A Rua da Bélgica é a mais longa de todas na freguesia de Canidelo e, é uma das mais longas de Gaia. Possivelmente, também, a mais antiga e a primeira a ser em paralelipípedo. Ela atravessa toda a freguesia e, inicia em Coimbrões junto à ponte do comboio. Depois de passar pela desactivada fábrica do Fojo, pelo nó de auto-estrada com o mesmo nome, pelos Quatro Caminhos, segue em lanços meio sinuosos meio rectas de curtas distâncias, intercalando com rotundas e apertadas curvas e, cortada e desviada pela construção da auto-estrada. Serve o campo de Futebol do clube da terra e segue em direcção ao mar, à praia de Lavadores, depois de atravessar dois importantes lugares; Alumiara e Lavadores.



No lugar de Alumiara, nasce a partir dela, a rua que faz ligação à zona nascente da freguesia de Canidelo - a beira-rio e o Cabedelo - e à vizinha freguesia da Afurada.
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Ao Nó do Fojo
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O Nó do Fojo, recentemente aberto entre prédios e quintais, destinado a servir como entrada e saída na auto-estrada Porto - Lisboa, ficou com esta função definitivamente, após trinta e cinco anos da construção de uma auto-estrada, que, inicialmente não era para ter entradas nem saídas. A entrada e saída Norte / Sul ficou um arranjo com a falta das condições necessárias para um bom desanuviamento do trânsito. Espera-se que, a todo o momento, as instituições se relembrem que esta obra foi um arranjinho muito desarranjado e reconstruam, ou ali ou noutro local, um nó que assim se lhe possa chamar.

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Edifícios à Rua Tenente Valadim e Nó do Fojo. Em primeiro plano, a auto-estrada nº 1
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Auto-estrada Porto - Lisboa
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Junto aos Quatro Caminhos e Nó do Fojo
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A denominada, casa do Freitas. Em frente e, neste bocado de rua, a casa onde nasci.
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A CANIDELO - Vila Nova de Gaia

O Mundo é o meu Universo. Portugal o meu País. Vila Nova de Gaia é o meu Concelho de naturalidade e Santo André de Canidelo a minha freguesia de nascença. Verdinho o lugar e, na Rua do Tenente Valadim a minha primeira residência. Pertenço á Era Cristã e aos anos 50. Gaya já não era Mouro nem Moiro nem Mouraria quando nasci. E já não era a Mea Villa de Gaya. Era já Vila Nova de Gaia. E era Vila. Não cidade. E já estava na Europa. Já sou Europeu desde que nasci. Não estive á espera para entrar na Europa; Já lá nasci. Numa Europa diferente, em que cada País era livre e era Europeu. E em que cada País era Europeu mas livre. Em que não tínhamos que obedecer ou cumprir ordens de nenhum governo central europeu. Nem tínhamos nenhum banco central. Nem moeda única. Existia uma moeda muito fraquinha na altura mas que com ela todo o Povo fazia toda a sua vida sem necessitar de cartões de crédito. Nem de débito. Nem de corrida aos bancos às hipotecas. Nem comprava casa sem pagar. Nem se hipotecava a ele nem á família para a comprar. Hoje compra-se casa a pagar em trinta anos, ou trinta e cinco, ou...., E quem paga? - A correr muito bem será metade o próprio e metade ficará já a hipoteca para os filhos.
Santo André de Canidelo tinha poucas casas. Poucas ruas. Ou antes, tinha três ruas e um "quatro caminhos". Mas, caminhos tinha muitos. Não de cabras, que, nunca as conheci na minha aldeia. Ruelas de terra, caminhos de terra, becos estreitos, becos muitos estreitos, becos com saída e becos sem saída. E o povo morava ali, ele também num beco sem saída. Mas tínhamos praia. E temos ainda praia. Muita praia, por enquanto. Uns quilómetros de praia que vai desde o bico do Cabedelo, ou areal do Cabedelo - da Foz do Douro - até á Madalena. Não é á senhora Madalena, é até á freguesia da Madalena. A freguesia ali vizinha. Mas para que era a praia? Quase ninguém ia para a praia há sessenta anos. Ou ninguém ia mesmo há sessenta anos para a praia. Agora sim. Temos praia com pessoas. E também com gente; muita gente. E também com gentinha. O lixo fica lá, na praia, no areal. Os concessionários depois limpam, ao fim do dia e de madrugada. E temos praias com casas em cima das dunas. E com prédios também, em terrenos roubados às dunas da praia. Casas para morar, casas de férias, casas de praia, onde, um dia qualquer, o mar vai também passar férias à casa. E é a praia o cartão turístico da freguesia. E são as praias o cartão turístico da Vila Cidade de Gaia. E, outro cartão turístico, são os bares de praia e os restaurantes de praia e a vida nocturna de praia. Muito importante é agora Canidelo pela vida nocturna na praia, nos restaurantes de praia e nos bares de praia e pelo carjaking de praia. Mas eu gosto muito, mesmo assim, de Canidelo dos anos dois mil e quase onze.
Mas, gostaria de fazer uma viagem ao passado e conhecer Canidello do séc. XVIII e início de XIX, em que só Ingleses viviam junto á praia, isolados de tudo e de todos, dentro das suas enormes mansões/palácios, com pinheirais próprios, quintas próprias, agricultura própria; feudalismo. Gostava de conhecer como viviam meus avós, bisavós, trisavós e tetravós, mulheres e homens do povo, daquele povo que não tinha nada e que trabalhava de sol a sol, debaixo do chicote do morgado ou do chicote do alcaide ou, uns séculos antes e, aí o chicote era do Clérigo – os monges do Mosteiro de Grijó -, que, eram os proprietários das terras em Canidello. E também retroceder á época medieval e ver como viveram ali o D. Pedro e a D. Inês de Castro na sua quinta dos Paçais, em cannydello. E também á época pré histórica Visigótica e ver como foram ali as lutas tribais entre aqueles e os Gregos e Cartagineses, Celtas e Iberos, Mouros e Lusitanos. Estamos no século XXII, será que estamos? Então está bem assim, é a minha época. Cada um vive na sua.
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João da Mestra

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A Casa da quinta do Jordão
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O palacete dos Quatro Caminhos
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Bifurcação das Ruas de Tenente Valadim e dos Barracões
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ASSOCIAÇÃO RECREATIVA DE CANIDELO
- OS CHALADOS -


*Parte da história desta Associação está descrita em:

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EDIFÍCIOS NOS QUATRO CAMINHOS

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A primeira bomba de gasolina (assim a denominávamos na terra) e estação de Serviço que, foi instalada na aldeia de Canidelo. Decorreria o ano de mil novecentos e sessenta (?), aproximadamente e, tinha a marca SACOR.
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O BURRO – (o burro do sete sêmeas)
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Lá na minha terra havia um burro,
Que zurrava, zurrava, zurrava,
Sem nunca acabar, de findar, de terminar,
De zurrar, de zurrar, de zurrar.
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Eu sei o que ele queria dizer,
Que estudei a língua de burro,
Mas não urro, não urro, não urro,
Porque nunca fui, nem sou burro.
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Apesar de muitos mo chamarem,
Que o eram eles, sem o serem,
Que através dos tempos sempre o foram,
A mim, que nunca o fui.
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E se urrar não sei,
E burro nunca fui,
Também nunca urrei, nunca urrei,
E outros que, não burros, sempre urraram.
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E disto me lembrei,
Pr´a demonstrar que sei,
Colocar os verbos nos tempos;
Não sou burro e não serei.
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Mas, há muitos burros por aí,
Dos outros; alguns que não aprenderam,
Nunca souberam nem quiseram,
E chamam de burros aos outros e, ao burro.
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O burro zurrava, zurrava, zurrava,
Todos os dias às seis da tarde,
P´ra dar ordem de saída,
Dos trabalhadores, desgastados da lida.
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Pois ele estava-lhes a dizer,
Ao zurrar, zurrar, zurrar,
Que nada fazia, ficava a ver,
Todos os dias eles a trabalhar.
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Dizia: – Eu que sou burro fico em casa,
- A zurrar, a zurrar, a zurrar,
- Afinal quem é o burro?
- Não sabem que é o meu cantar?
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João da mestra
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História de ficção e verídica, em lembrança de desde menino ouvir diariamente zurrar um burro que “morava” ali, aos quatro caminhos, inicialmente nos pinhais a caminho da escola Manoel Marques Gomes, na Rua da Bélgica, Junto à Rua Cova da Bela (há cerca de cinquenta anos) e, mais tarde, junto à ilha da Varina, também na Rua da Bélgica, onde hoje se encontra a esquadra da P. S. P. – Era o burro do sete sêmeas. Se há burros que fazem falta, este é um deles, dava-nos a horas, outros nem por isso, outros nem isso nos dão, esperam que tudo lhes seja dado.
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João da mestra
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ESCOLAS INÊS DE CASTRO NA RUA DO MEIRAL
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Um dos maiores complexos escolares de Vila nova de Gaia
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EDIFÍCIO - MÁXIMOS - EM FRENTE DA ESCOLA INÊS DE CASTRO
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EDIFÍCIO DA (nova BOULEVARD) EUGÉNIO DE ANDRADE



majosilveiro
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