Mostrar mensagens com a etiqueta Canidelo Gaia. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Canidelo Gaia. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Associação Recreativa de Canidelo em Vila Nova de Gaia - 75º aniversário da fundação do denominado Clube dos Chalados, sito no Paço, ou Meiral

Comemora-se o 75º aniversário da Associação Recreativa de Canidelo, saudosamente denominado popularmente por CLUBE DOS CHALADOS, sita aos quatro caminhos na Rua do Meiral, antigamente denominada por PAÇO.
<*> <*> <*>
Associação Recreativa de Canidelo em Vila Nova de Gaia - 75º aniversário da fundação do denominado Clube dos Chalados, sito no Paço ou Meiral, aos quatro caminhos.

Comemora-se o 75º aniversário da Associação Recreativa de Canidelo, saudosamente denominado popularmente por CLUBE DOS CHALADOS, sita aos quatro caminhos na Rua do Meiral, antigamente denominada por PAÇO.

Sua fundação remonta ao ano de 1935 e, está na origem de um saudoso grupo denominado “GRUPO DOS CHALADOS”.

A RAÍS;
Um grupo de amigos, tocadores de vários instrumentos de corda, levava a efeito anualmente uma rusga às romarias do Senhor da Pedra grande, a Miramar e, ao Senhor da Pedra pequeno, às Chouselas em Canidelo, entre outros encontros musicais a outras romarias, festas, desfolhadas e demais actos de hábitos e costumes tradicionais. Então, em 3 de Setembro de 1934, surge pela iniciativa de José Neves da Silva, Victor Oliveira e Silva, Albino Duarte e António Marques Pinto, o “Grupo OS Chalados”. Já devidamente organizado, conforme acta de 17 de Outubro de 1934, ficou alojada a sua sede algures no lugar do Verdinho desta freguesia.
Em representação deste grupo foi sua primeira porta-bandeira Inês da Mestra, numa rusga ao Senhor da Pedra, crê-se que em 1933. Inês da Mestra nasceu em 1917 e, recordo de a mesma contar que tinha 16 anos quando pessoas dos fundadores do grupo tiveram que ir pedir autorização ao seu pai e avós para que consentissem ela ser a porta-bandeira do Grupo Os Chalados.
Ficou ligado também a este grupo, Alexandre Monteiro, natural do Candal e a residir junto à capela daquele lugar. Desde 1925, ou já antes, que, a trabalhar em Canidelo, se deslocava diariamente pelo Verdinho, hoje Rua Tenente Valadim e pelo Paço, até um pouco abaixo da Igreja e da casa do Sá, onde trabalhava na sapataria do senhor Correia. A sua permanência neste Grupo Os Chalados e mais tarde Clube Recreativo Os Chalados, foi sempre sem cariz directivo.
Saliento a qualidade daqueles instrumentistas – José Neves, Victor Oliveira, Albino Duarte e António Pinto -, que, embora sendo todos amadores, fizeram com que o seu “Grupo Os Chalados” se tornasse o mais importante dos grupos musicais de Canidelo, entre outros existentes como os Malaquecos e os Primavera. Rivalizavam os grupos musicais e os tocadores entre si, principalmente entre estes mais importantes, - Malaquecos, Chalados e Primavera -, mas, também entre outros existentes, o que levava muitas vezes a desavenças e a que músicos fossem aliciados de uns para outros grupos.
Esta narrativa a devo a informações que me foram prestadas pelo Senhor Mário Nunes de Lavadores que foi tocador de cavaquinho, de banjo, de violino, de acordeão, de saxofone e de clarinete, (quem disse que é difícil aprender a tocar um instrumento?), e que fez parte de imensos grupos improvisados e de outros certos e organizados, assim como de rusgas, conjuntos musicais, bandas, sozinho ou conjuntamente com seu irmão.

O Grupo dos Chalados passou depois a situar-se no presente local, na Rua do Meiral, aos quatro caminhos. Passou também a denominar-se Clube dos Chalados.
Já em sede própria, com a ditadura do Estado Novo é obrigado a mudar a sua nomenclatura para Associação Recreativa de Canidelo e, sofre algumas repressões devido às novas leis impostas sobre a livre (?) reunião e associação, que, deixa irremediavelmente de existir. Se a sua nova sede era até ali um lugar mais espaçoso, mais amplo e aberto, onde se respirava ar puro e saudável pela amizade de todos os elementos; directores, sócios, utentes e colaboradores – músicos, teatrais e desportistas -, a mesma, o mesmo local, o mesmo espaço, passou a ser, depois, um espaço mais apertado; mais silenciado, mais vigiado, - reprimido em todos os seus actos, como nas reuniões directivas, assembleias, espectáculos e ensaios dos mesmos e em demais actividades que um clube ou associação recreativa bem dispensa e não necessita para o seu bom funcionamento.

Com o decorrer dos anos e apesar de quarenta sob as condições acima descritas a Associação Recreativa de Canidelo soube sempre alargar o âmbito de e para o qual foi criada, desenvolvendo novas actividades e, com elas, novas condições na sua sede:
Reconstruiu e alargou todo o seu interior, criou novas estruturas como; o gabinete de direcção, novo palco de maiores dimensões, salão de festas mais amplo e alargado, novo salão para jogos de bilhares livre e snooker, ping pong e cartas, sala para T V exclusiva para senhoras, novo bar snack e sala com mesas para comes e bebes. (faltam lá apenas uns banquinhos ao balcão para imitar devidamente um snack-bar).
Está em projecto e está prometido o apoio do Exmº Presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia, Exmº Senhor Dr. Luís Filipe Meneses, para a construção de um pavilhão desportivo e consequentes novas áreas de apoio ao desporto, vestiários, sanitários e balneários e, novos salões mais espaçosos para jogos, para com isso ceder o espaço do existente às outras actividades como a teatral, musical, coros, dança e outras a criar.
Actualmente conta já com departamentos de música; no canto, coral, fanfarra e marcha e, ensino. No desporto, com andebol, karaté, atletismo, ping - pongue.
Foi já distinguido em ping - pong graças aos excepcionais elementos que sempre fizeram parte, através dos tempos, que, levaram a secção a lugares primeiros e a fama elevada.
Se esta associação foi das mais importantes como grupo de tocadores para as rusgas ao Senhor da Pedra, foi agora a vencedora, passados 74 anos, nas rusgas ao São João em Vila Nova de Gaia, no ano de 2009 e, foi classificada dentro dos três primeiros lugares diversos anos. Pelos vistos a troca do Senhor da Pedra para o São João não foi causa para desinteligências celestiais. Que assim continue. É com afinco que todos os elementos deste grupo das marchas e coros trabalham e, é com o apoio incondicional de toda a direcção e de mais colaboradores que, sem interesse cooperam.
O karaté já arrancou medalhas e prémios de terceiros, segundos e primeiros lugares, a nível Nacional, Europeu e Mundial, com várias atletas entre, Inês Monteiro, Maria João Monteiro, entre outros e, o seu mestre - Gonçalo.
O andebol, igualmente conseguiu ganhar alguns lugares de extrema importância já alguns vários anos e, são imensas as taças e medalhas que o comprovam.
É grande o empenho das/dos atletas, do karaté e do andebol, que, sempre sacrificam as suas horas de lazer que pertenciam à família, com saídas para lugares distantes, perdendo com tal, muitas vezes, inteiros fins-de-semana.
Igualmente os organizadores, directores e demais cooperantes das secções, que, sem olhar a meios, nem a horas, sacrificam, por prazer, as sua vidas. Menciono aqui porque conheço, Tomás Monteiro e, que seja em representação de todos. Não é meu dever nem intenção menosprezar ninguém.
Uma Homenagem a todos os que colaboraram duma forma altruísta através dos tempos, mesmo não pertencendo em qualquer momento a qualquer direcção, desde os tempos remotos de 1925 (?) que, antes da fundação, o grupo e as pessoas já tinham vida.
Que hoje, esta direcção Homenageie todos quantos colaboraram, participaram na feitura e no engrandecimento daquele “embrião do grupo”, que, depois deu origem ao Grupo propriamente e, posteriormente ao Clube e à Associação, através dos tempos. Normalmente se homenageiam as direcções somente, mas, são muitos mais aqueles que, sem pertencerem a qualquer corpo directivo, dão o seu esforço, as suas horas, a sua ajuda, muitas vezes a sua vida, por uma causa e, deles não reza a história, deles não fica a constar o seu nome em absolutamente lugar algum. Haveria um rol enorme de saudosas pessoas nestas mesmas condições. Não cito os nomes que pretendia, mas os lembro com saudade. Que se lembrem os actuais directores, daqueles que deram o seu esforço e não constam na história da Associação e os faça constar numa simples lápide que, pendurada na parede não ocupará espaço e fará lembrar os presentes e os vindouros de que as Grandes Obras se constroem com pessoas.
Uma Homenagem às direcções, às pessoas que as compuseram, à presente e às que passaram, que, sempre cumpriram com abnegação e zelo.
Todos com amadorismo souberam satisfazer a sua parte, de tal forma, que, esta Associação Recreativa de Canidelo chegou ao 75º aniversário.

QUE CHEGUE AO CENTÉSIMO E POR AÍ ADIANTE

João da mestra


<*> <*> <*>
Sua fundação remonta ao ano de 1935 e, está na origem de um saudoso grupo denominado “GRUPO DOS CHALADOS”.


A RAÍS;
Um grupo de amigos, tocadores de vários instrumentos de corda, levava a efeito anualmente uma rusga às romarias do Senhor da Pedra grande, a Miramar e, ao Senhor da Pedra pequeno, às Chouselas em Canidelo, entre outros encontros musicais a outras romarias, festas, desfolhadas e demais actos de hábitos e costumes tradicionais. Então, em 3 de Setembro de 1934, surge pela iniciativa de José Neves da Silva, Victor Oliveira e Silva, Albino Duarte e António Marques Pinto, o “Grupo OS Chalados”. Já devidamente organizado, conforme acta de 17 de Outubro de 1934, ficou alojada a sua sede algures no lugar do Verdinho desta freguesia.





Saliento a qualidade daqueles instrumentistas – José Neves, Victor Oliveira, Albino Duarte e António Pinto -, que, embora sendo todos amadores, fizeram com que o seu “Grupo Os Chalados” se tornasse o mais importante dos grupos musicais de Canidelo, entre outros existentes como os Malaquecos e os Primavera. Rivalizavam os grupos musicais e os tocadores entre si, principalmente entre estes mais importantes, - Malaquecos, Chalados e Primavera -, mas, também entre outros existentes, o que levava muitas vezes a desavenças e a que músicos fossem aliciados de uns para outros grupos.




Em representação deste grupo foi sua primeira porta-bandeira Inês da Mestra, numa rusga ao Senhor da Pedra, crê-se que em 1933. Inês da Mestra nasceu em 1917 e, recordo de a mesma contar que tinha 16 anos quando pessoas dos fundadores do grupo tiveram que ir pedir autorização ao seu pai e avós para que consentissem ela ser a porta-bandeira do Grupo Os Chalados.








Ficou ligado também a este grupo, Alexandre Monteiro, natural do Candal e a residir junto à capela daquele lugar. Desde 1925, ou já antes, que, a trabalhar em Canidelo, se deslocava diariamente pelo Verdinho, hoje Rua Tenente Valadim e pelo Paço, até um pouco abaixo da Igreja e da casa do Sá, onde trabalhava na sapataria do senhor Correia. A sua permanência neste Grupo Os Chalados e mais tarde Clube Recreativo Os Chalados, foi sempre sem cariz directivo.





O Grupo dos Chalados passou depois a situar-se no presente local, na Rua do Meiral, aos quatro caminhos. Passou também a denominar-se Clube dos Chalados.
<>
Já em sede própria, com a ditadura do Estado Novo é obrigado a mudar a sua nomenclatura para Associação Recreativa de Canidelo e, sofre algumas repressões devido às novas leis impostas sobre a livre (?) reunião e associação, que, deixa irremediavelmente de existir. Se a sua nova sede era até ali um lugar mais espaçoso, mais amplo e aberto, onde se respirava ar puro e saudável pela amizade de todos os elementos; directores, sócios, utentes e colaboradores – músicos, teatrais e desportistas -, a mesma, o mesmo local, o mesmo espaço, passou a ser, depois, um espaço mais apertado; mais silenciado, mais vigiado, - reprimido em todos os seus actos, como nas reuniões directivas, assembleias, espectáculos e ensaios dos mesmos e em demais actividades que um clube ou associação recreativa bem dispensa e não necessita para o seu bom funcionamento.




















Com o decorrer dos anos e apesar de quarenta sob as condições acima descritas, a Associação Recreativa de Canidelo soube sempre alargar o âmbito de e para o qual foi criada, desenvolvendo novas actividades e, com elas, novas condições na sua sede:
Reconstruiu e alargou todo o seu interior, criou novas estruturas como; o gabinete de direcção, novo palco de maiores dimensões, salão de festas mais amplo e alargado, novo salão para jogos de bilhares livre e snooker, ping pong e cartas, sala para T V exclusiva para senhoras, novo bar snack e sala com mesas para comes e bebes. (faltam lá apenas uns banquinhos ao balcão para imitar devidamente um snack-bar).











Está em projecto e está prometido o apoio do Exmº Presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia, Exmº Senhor Dr. Luís Filipe Meneses, para a construção de um pavilhão desportivo e consequentes novas áreas de apoio ao desporto, vestiários, sanitários e balneários e, novos salões mais espaçosos para jogos, para com isso ceder o espaço do existente às outras actividades como a teatral, musical, coros, dança e outras a criar.








Actualmente conta já com departamentos de música; no canto, coral, fanfarra e marcha e, ensino. No desporto, com andebol, karaté, atletismo, ping - pongue.
<>
Foi já distinguido em ping - pong graças aos excepcionais elementos que sempre fizeram parte, através dos tempos, que, levaram a secção a lugares primeiros e a fama elevada.
<>
Se esta associação foi das mais importantes como grupo de tocadores para as rusgas ao Senhor da Pedra, foi agora a vencedora, passados 74 anos, nas rusgas ao São João em Vila Nova de Gaia, no ano de 2009 e, foi classificada dentro dos três primeiros lugares diversos anos. Pelos vistos a troca do Senhor da Pedra para o São João não foi causa para desinteligências celestiais. Que assim continue. É com afinco que todos os elementos deste grupo das marchas e coros trabalham e, é com o apoio incondicional de toda a direcção e de mais colaboradores que, sem interesse cooperam.
<>
O karaté já arrancou medalhas e prémios de terceiros, segundos e primeiros lugares, a nível Nacional, Europeu e Mundial, com várias atletas entre, Inês Monteiro, Maria João Monteiro, entre outros e, o seu mestre - Gonçalo.
<>
O andebol, igualmente conseguiu ganhar alguns lugares de extrema importância já alguns vários anos e, são imensas as taças e medalhas que o comprovam.
É grande o empenho das/dos atletas, do karaté e do andebol, que, sempre sacrificam as suas horas de lazer que pertenciam à família, com saídas para lugares distantes, perdendo com tal, muitas vezes, inteiros fins-de-semana.
<>
Igualmente os organizadores, directores e demais cooperantes das secções, que, sem olhar a meios, nem a horas, sacrificam, por prazer, as sua vidas. Menciono aqui porque conheço, Tomás Monteiro e, que seja em representação de todos. Não é meu dever nem intenção menosprezar ninguém.
<*> <*> <*>
Uma Homenagem a todos os que colaboraram duma forma altruísta através dos tempos, mesmo não pertencendo em qualquer momento a qualquer direcção, desde os tempos remotos de 1925 (?) que, antes da fundação, o grupo e as pessoas já tinham vida.
<*>
Que hoje, esta direcção Homenageie todos quantos colaboraram, participaram na feitura e no engrandecimento daquele “embrião do grupo”, que, depois deu origem ao Grupo propriamente e, posteriormente ao Clube e à Associação, através dos tempos. Normalmente se homenageiam as direcções somente, mas, são muitos mais aqueles que, sem pertencerem a qualquer corpo directivo, dão o seu esforço, as suas horas, a sua ajuda, muitas vezes a sua vida, por uma causa e, deles não reza a história, deles não fica a constar o seu nome em absolutamente lugar algum. Haveria um rol enorme de saudosas pessoas nestas mesmas condições. Não cito os nomes que pretendia, mas os lembro com saudade. Que se lembrem os actuais directores, daqueles que deram o seu esforço e não constam na história da Associação e os faça constar numa simples lápide que, pendurada na parede não ocupará espaço e fará lembrar os presentes e os vindouros de que as Grandes Obras se constroem com pessoas.




Uma Homenagem às direcções, às pessoas que as compuseram, à presente e às que passaram, que, sempre cumpriram com abnegação e zelo.






Todos com amadorismo souberam satisfazer a sua parte, de tal forma, que, esta Associação Recreativa de Canidelo chegou ao 75º aniversário.

QUE CHEGUE AO CENTÉSIMO E POR AÍ ADIANTE

João da mestra




sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Centenário do nascimento de Alexandre (Queirós) Monteiro - 15 de Agosto de 1910 – 2010 - Candal e Canidelo - Gaia; Almeara, Meiral

<>

Centenário do nascimento
Alexandre (Queiróz) Monteiro
15 de Agosto de 1910 – 2010
Candal e Canidelo;
Fonte Lodosa, Verdinho,
Almeara, Meiral
Vila Nova de Gaia



<> <> <>



Alexandre (Queiróz) Monteiro, 1910 – 1989, foi o filho mais velho de uma humilde família. Nasceu no lugar do Candal da freguesia de Santa Marinha, do Concelho de Vila Nova de Gaia. Seu pai, João Queiróz Monteiro, foi Oleiro, entre, creio, 1890 e 1919. Foram Oleiros também o seu avô e bisavô.
Alexandre (Queiróz) Monteiro viveu no Candal até aos nove anos. Após a morte de seu pai é entregue aos cuidados de um tio, para que lhe ensine uma profissão. Por tal, vai morar para a cidade do Porto, para a freguesia de Massarelos, – mesmo ao lado da Igreja Paroquial.
Volta ao lugar de nascimento – o Candal – onde fica a residir com sua mãe e os seus dois irmãos mais novos, mesmo paredes meias com a antiga Capela. Emprega-se em Canidelo na profissão que aprendeu e desenvolveu. Dedica-se ao canto, experimenta aprender guitarra durante algumas lições privadas, frequenta os lugares onde pode cantar o Fado de Coimbra, a sua paixão e, chega a participar em representação daquela que é a mais bela forma de expressão – O portentoso Fado de Coimbra. Pertence ao Orfeão da Madalena como tenor durante alguns anos; crê-se que até 1938.
Casa com a Inês da Mestra, em 1938, fica a residir no Candal – Fonte Lodosa e, depois no lugar do Verdinho em Canidelo.
Em 1938 funda a sua indústria de calçado no lugar de Almeara e, passa a ser este o sítio para onde se dirige diariamente. Para esta sua aposta na vida, no seu futuro, abandona a guitarra, a música, o canto, o orfeão, e o fado de Coimbra. Muda também a sua residência para este lugar de Almeara ou Alumiara, em 1954, recordo, para a casa onde é hoje a igreja Evangélica de Alumiara. Constava na sua inscrição de actividade profissional; Indústria de Calçado – Fabricante. Calçado novo e reparação de usado. Sapataria Primeiro de Abril de Alexandre Monteiro, Rua da Bélgica em Alumiara, Canidelo, Vila Nova de Gaia.
Em 1958 muda a residência para a Casa das Mestras, sita no Paço, acima umas dezenas de metros da quinta do Paço, onde, consta, terá habitado D. Pedro e Dª Inês de Castro, hoje rua do Meiral e, consigo traz já todos os seus quatro filhos.
Cinquenta anos foram a longa vida desta sua “Grande Obra”. Os mesmos cinquenta que esteve casado com a Inês.
Faleceu em 1989.
Comemora-se o Centésimo Aniversário do seu nascimento a 15 de Agosto de 2010.
Deixou quatro descendentes a quem incutiu o gosto pela música e aos quais introduziu no ensino da mesma e de instrumentista, que, praticaram, todos, embora só os dois mais velhos tivessem concluído e, feito daí a sua vida profissional; O mais velho como instrumentista e como professor de Violino e, a imediata, como Pianista e Cantora lírica, mais tarde professora do ensino oficial.

<>

Contada com algum pormenor, a vida de Alexandre (Queirós) Monteiro dá um livro e, esse está concluído e entregue – o seu esboço – ao Exmº Senhor Presidente da Junta de Freguesia de Canidelo, para estudo da sua publicação.
Neste livro se explanam a vida das gentes desta Freguesia de Santo André de Canidelo; a vida das populações dos lugares, lugarejos, - os seus hábitos, costumes e tradições, as profissões mais usuais daqueles lugares naquela época e, a vida dos artesãos e dos vendedores ambulantes com seus pregões, a economia e a vida social: É a historiografia da Freguesia de Canidelo entre os anos de 1900 a 1970. Após a conclusão daquele esboço, iniciei e está a ser editado neste site toda uma descrição em prosa e em verso e, em fotografia, desta freguesia, cuja mesma poderá ser para adicionar ao dito livro, o seu todo ou partes.
É mesmo, Canidelo minha terra querida. Haja vontade de deixar para os vindouros este testemunho real de como viviam as populações desta freguesia e, que seja possível mandar editar tal livro, que, contribuirá para o engrandecimento desta terra.

<>

Esta, foi a homenagem à pessoa que sem ajudas de qualquer espécie, sem empréstimos bancários, sem subsídios, que, até nem existiam na altura, pôs em funcionamento e manteve durante 50 anos, aquela indústria, somente pelo seu pulso, pela força do seu trabalho, numa época em que ninguém, ou muito poucos, conseguia algo. E a sua vida de árduo trabalho foi um êxito constante e sempre no sentido ascendente. Ainda hoje, passados que foram vinte e muitos anos que encerrou a dita sua empresa e da sua morte, as pessoas do lugar e da freguesia recordam com saudade e respeitam religiosamente o seu nome. Para outros, por todas estas mesmas razões, acima exaradas, foi sempre e ainda o é hoje, um grande sapo que têm que engolir; Pelo exemplo abnegado de um Homem que o soube sempre ser, de comportamento, de civismo, de trabalho, de chefe de família, de Pai. Industrial empreendedor, empresário, trabalhador independente e empregador.

Salvé 15 de Agosto de 2010
João (Queirós) Monteiro

<>

<>
Eu Canto a minha vida passada
<>
Centenário do nascimento do patriarca da família - 15 de agosto de 1910 - 2010

<>

Homenagem à Família que constituiu


<>
Eu Canto a minha vida passada,
Eu Elevo minha mãe e meu pai,
A eles Canto e choro sem um ai,
Até à noite e desde a madrugada.
<>
Eu choro à lembrança da infância,
E Canto em Homenagem a meus irmãos,
Lhes devo a minha importância,
Que a deles, é a maior de todos os chãos.
<>
À mãe, pai e a todos os irmãos,
- Três, foi a conta que Deus fez -,
Eu choro com toda a honradez;
A trás nada volta outra vez.
<>
Eu Canto aos meus professores,
De piano, solfejo e violino,
Com quem nunca passei horrores;
Mas que sempre estivesse fino.
<>
Tocar piano com muito fervor,
Era ambição da irmã, para mim.
Entrego-lhe agora o louvor,
Embora não chegasse ao fim.
<>
Ao professor de violino,
O meu Canto é com gratidão,
Irmão mais velho tem sempre razão,
Muito ensinou o João;
<>
Comportamento, honestidade, hombridade,
Escolaridade e musicalidade.
É o irmão superior,
No saber, na vida, na idade.
<>
Eu choro por minha avó materna,
Foi minha mãe duas vezes,
Não conheci meus avós paternos,
Mas lhes Canto; À Família, às Raízes.
<>
Eu Canto a minha vida passada,
Eu choro a lembrança da infância,
Elevo meus avós, minha mãe e meu pai,
Deus meu, os guardai.
<>
João da mestra



<>
<>
A meu pai
<>
Poemas e coisas mais,
Meu pai sempre escreveu,
Pudesse eu lembrar que, iria recordar
Meu pai, ao publicar,
E ele, que orgulhoso ia ficar,
Agora que está no céu.
<>
Mas, que bem me recordo eu,
Desta quadra popular,
Que ele escreveu a brincar,
P´ra cliente não esquecer de pagar:
Joãoda mestra
<>

“Santo António que é ducado,
Diz-me, por ser amigo,
Se alguém te pedir fiado,
Manda-o… vir falar comigo.”
<>
Alexandre Monteiro
<>



Casa de Alumiara








NOSTALGIA

Chora criança, chora,
Que te faz bem o teu chorar,
Outra coisa tão boa na vida,
Não há, nem amar.

Está à mão de semear,
Por isso chora sem parar,
Ficarás deveras melhor,
Se sua Nostalgia aliviar.

Chora, copiosamente,
Pelos que amaste,
Não te inibas, chora,
Tua saúde melhora.

Chora, dilatadamente,
Pelos que gostaste.
Vergonha? De quê?
Então, não amaste?

Chora criança, chora,
Por tua mãe, por teu pai,
Por teus avós e, após,
Chora, criança, vai.

Chora pela tua meninice,
Pela tua adolescência, chora,
Chora quando te lembrares,
Do tempo da puberdade.

Chora criança, da juventude,
Que tiveste ou não tiveste,
Juventude, dura toda uma vida,
Chora toda a tua, também.

Criança, chegas-te a velho;
Se choraste enquanto criança,
Muito mais chorarás agora,
Até ires desta vida p´ra fora.

Perdeste avós, pai e mãe,
Já perdeste filhos também
E para quem ainda os tem,
Muito maior é o chorar.

Criança que chegaste a velho
E que velho ainda não és,
Perdes-te os netos também,
Só te dão pontapés.

Por isso criança chora,
Chora tu velho, também,
Velho volta a ser criança,
Ambos a Deus têm.

E Criança que é velho, chora,
Porque já ninguém o consola.


João da mestra


Afinal, quem errou na profissão?


Na minha terra havia,
hoje não sei,
não estou lá.
Mas, no país ainda há,
que, eu ainda estou cá:
Muito enfermeiro, dentista, médico ou professor,
sapateiro.
E sapateiro que sabia, ser: enfermeiro,
dentista, médico, professor e, sapateiro na profissão,
na perfeição, sem ser sapateiro.
Mas, havia doutor sapateiro , cirurgião
e muita profissão
de sapateiros.
E, muito advogado, juiz ou solicitador
que, não é doutor,
sapateiros.
E, sapateiros de profissão, que, o não são:
Sapateiro poeta, sapateiro escritor, sapateiro tenor,
sapateiro a trabalhar na perfeição,
mas, a aguentar com o nome daquilo que os outros são.
Afinal, quem errou na profissão?

Joãodamestra





terça-feira, 3 de agosto de 2010

Faróis de Navegação da Barra do Douro que são vistos de Canidelo

*

*

Os faróis ,que, de Canidelo são visíveis *


/


/





*


OS FARÓIS DA BARRA DO DOURO

*

O farol da barra do Douro,

É amante da aldeia Canidelo;

De dia, não a larga de vista,

À noite, a piscar-lhe o olho,

Tem medo de perdê-lo.

>

Amor antigo, aquele,

Primeiro, só um, de granito,

Logo àquela aldeia fez o fito,

Vão séculos, de amor aflito.

>

Resistente, é pedra dura,

Pois, é pedra que perdura,

Construído à moda antiga,

Não deixa o mar o destruir,

Não cede à sua cantiga.

>

Amor de pedra, resistente,

Amor de pedra, para sempre,

Como os casais de outrora,

Que só se enamoram uma vez

E não a toda a hora.

>

Vieram novos faróis,

Vestidos de lindas cores,

Um de verde outro de vermelho,

Tentar construir amores,

Com a Vila de Canidelo.

>

Mais moderna agora, senhorita,

Vila vaidosa deixou-se ir na fita,

Ficou com três amantes à vista.

Todos lhe piscam o olho,

Nenhum se compromete com namoro.

>

São os faróis da Barra do Douro,

Três príncipes perfeitos, feitos

Cavalheiros, para menina séria e solteira,

A Vila de Santo André de Canidelo.

>

João da mestra



/































*

*


ERA CEGA, SURDA E MUDA Era cega, surda e muda, em tempos remotos, a nossa costa marítima. De igual modo o era a costa marítima compreendida no espaço correspondente a esta nossa Vila Nova de Gaia, Porto, Matosinhos e, logo, a entrada da barra do Douro, por inerência. Era cega, porque, nenhuma era a visibilidade para a costa, a partir do mar, pelo facto de que não existia sinalização luminosa suficiente, ou nenhuma. Em dias de temporal, ou durante a noite, a navegação não tinha como se orientar pela absoluta falta de iluminação. Eram densas as matas ao longo da costa e para o interior e, por isso, mais escura se tornava. Anteriormente à existência de luz eléctrica menor era ainda a iluminação, por archotes ou, mais tarde a querosene. Era surda, devido a que os pedidos de socorro enviados pela navegação não eram escutados. Tanto em dias de grandes vendavais, como de chuvadas impiedosas, ou como em dias de intensos nevoeiros, não se ouviam as sirenes ou as trompas dos grandes vapores. Não existindo ainda outras formas de escutar sinais, morse, rádio, ou outros, existia um absoluto desconhecimento daquilo que se passava na navegação. Era muda, porque, também, da mesma forma, não existiam dispositivos de emissão de sons a partir de terra. Nos dias de intenso nevoeiro a que, sempre, a zona Norte estava e está sujeita, era o caos. Era o caos na navegação, sempre, devido àqueles três factores. Grande, era a dificuldade de, tanto os grandes cruzadores dos oceanos, a vapor em tempos mais remotos e, nos tempos mais modernos todos os monstros que conhecemos a navegar, como os pequenos barcos, traineiras e, mesmo os minúsculos barquinhos de pesca, de se aproximarem de terra para procurarem a entrada desta barra do Douro, considerada das mais perigosas, se não a mais perigosa do país ou mesmo da Península. Inúmeras foram as tragédias na entrada da barra do Douro, tanto, precisamente na sua embocadura, como, a pouca distância. A poucos metros para sul, devido aos enormes penedos e baixios -, bancos de areia, - a meia dúzia de metros de terra, literalmente, como, a poucos metros para norte, à vista da cidade. As populações de Canidelo, assistiram, através dos tempos, incapazes, aos encalhes de enormes embarcações, mesmo ali a um braço de distância – é uma força de expressão – mas, que, não chegava por vezes, a vinte ou trinta metros. Contava-me meu pai que, certo navio encalhou, onde sempre no mesmo local havia aquelas enormes tragédias, um enorme navio. Nunca mais se conseguiu livrar daquela situação de prisioneiro pelo fundo ficar. Nem a esperada maré cheia o safou. Era violento o temporal, com vendaval e chuva do pior que se pode imaginar. Chegaram socorros do lado de Canidelo, que se estabeleceram no Cabedelo e no promontório. Bombeiros e Socorros a Náufragos tentaram passar cabo – corda – lançado por foguetes, para tentar salvar a tripulação e possíveis passageiros, mas, apesar da curtíssima distância de um palmo, mesmo, mesmo ali em cima do olhar, o vento fortíssimo não permitia que tal cabo chegasse ao navio. As altíssimas vagas de um mar em fúria, que, naquele sítio sempre está, mais a alteração provocada naquele monstro, o mar, por outro monstro, o portentoso vento, davam enormes golpes ao ilusório consistente navio. Não demorou muito, ao fim de uma tarde, no meio da aflição dos ocupantes do navio, da angústia das populações que assistiam em terra e da apoquentação dos socorristas, à vista de todos, o enorme “mostrengo” de ferro, aquela enorme montanha de “aço” preto parte-se ao meio, qual abóbora. Logo enormes vagas avançam sobre as duas metades daquele que parecia ser o mais pujante flutuador. De terra, se vêm nitidamente pessoas a serem levadas com uma rapidez e violência terríveis e a desaparecerem no meio de imensa espuma e dos destroços que são lançados. Vêm outras a subir, a trepar, pelos mastros. Ouvem-se os gritos dilacerantes daqueles que com todas as forças lutam pela sua sobrevivência. Mais os gritos angustiantes das populações que conjuntamente sofriam aquela tragédia. Tudo em simultâneo e a cobrir os potentes mas graves vozeirões daqueles Bravos Homens, que, pondo mesmo a sua vida em perigo, tentavam salvar um pessoa que fosse. De imediato as duas partes se inclinam substancialmente, deixando o inofensivo cadáver de ferro em situação mais terrível que nunca, com as Criaturas que até ali o dominavam, em situação absolutamente perdida. Ficou ali aquela abantesma inerte, morta, acabada; aquela besta que não suportou aquele sopro do gigante adamastor nem aquela onda mais alterada do gigante mar, qual larilas franganote que nem tão pouco soube proteger aquelas inocentes pessoas que, tão heroicamente lutaram pela sua vida. Tudo de rompante se transformou em silêncio sepulcral. De imediato se deixaram de ouvir gritos, vozes, ordens, choros, qualquer som humano. Até parece que o mar ficou mais calmo, o vento se dissipou, a chuva impiedosa passou. Até as ondas parece que deixaram de fustigar o monstro destruído. Tudo morreu, uns fisicamente – os Valentes sofredores que ainda vivem nas nossas memórias -, outros morreram de alma, de animo, aqueles que ali tentaram pela força dos braços uns e, pela força das Orações outros, salvar aquela tripulação e passageiros. E só passaram alguns segundos que pareceram dias, meses, anos, uma eternidade. Alguns foram, os casos semelhantes a este, que o meu pai me narrou, neste mesmo local da entrada da barra do Impetuoso Douro. Estão descritos inúmeros casos de tragédias na costa marítima, na nossa querida Vila Nova de Gaia, principalmente em Canidelo. Foram muitas as dezenas de navios, de maior ou menor porte que sofreram a impiedade da fúria do mar. Foram já muitas centenas as vítimas mortais. Porque foi de muito criança que o meu pai me narrou este e outros casos, é constante esta recordação que em mim permanece. Escreve-la PRETENDE SER, até certo ponto, para além de o dar a conhecer aos mais novos, uma HOMENAGEM a todos quantos ali perderam a sua vida de uma forma Horrenda, a todos quantos, da população, ali sofreram incapazes de, perante tal agressão da natureza, fazerem algo com suas mãos e, a todos quanto de Bravos, Homens, que, fizeram parte de Corporações de Socorro. Passaram-se já alguns anos desde as últimas tragédias, dezenas de anos sobre outras e, mesmo séculos de outras ainda, mas, o Povo tem memória e, está em permanente Oração. Eu lanço um grito da angústia, de alerta, de revolta, porque, nenhum monumento existe no local, na parte de Gaia, a estas vítimas; nem monumento religioso nem outro. Nem uma simples Cruz, como se usava, nem umas simples Alminhas, nem qualquer. Lembro a esta Junta de Freguesia e a esta Câmara Municipal, que tenham a sensibilidade de HOMENAGEAR aquelas vítimas mortais e não só; que tornem uma realidade esta pretensão, que, pelo certo não será só minha. João da mestra

/


/





















majosilveiro