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quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

SAGRES: O BAR DE EXCELÊNCIA NOS ANOS 60 E 70, DO IGLÉSIAS, NA PRAIA DE SALGUEROS EM CANIDELO - GAIA


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ANTIGAMENTE ERA ASSIM:
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SAGRES: O BAR DE EXCELÊNCIA NOS ANOS 60 E 70, DO SAUDOSO AMIGO IGLÉSIAS, NA PRAIA DE SALGUEIROS EM CANIDELO - GAIA


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Decorreria o ano de 1960 – seria o de 1959? Seria o de 1962? –, Um audacioso, mas, já saudoso Canidelense, resolveu edificar e equipar um bar na praia de Salgueiros, precisamente no caminho ao areal, junto ao “jardim” de chorões e de plantas nativas e, ali, logo logo tendo como vizinho, o mar. Foi o mais magnificamente belo bar até hoje existente naquelas paragens.
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Foi o magnificente BAR SAGRES, de boa memória e, o seu idealizador o saudoso senhor Iglésias (avô) que, a seu gosto ali permaneceu durante cerca de vinte a vinte e cinco anos (calculo eu, porque, me faltam informações precisas).


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Recordo, de, em muitas ocasiões, acompanhar o meu pai e irmãos em passeios dominicais à praia de Salgueiros, para ver as praias e para permanecer uns minutos no original BAR SAGRES. Entre essas ocasiões, uma me marcou mais devido a que o meu pai ao chegar, encontrou ali o filho do anfitrião, que, raramente ali estava, conforme na nossa aldeia, porque era embarcadiço. Foi grande o entusiasmo no encontro e, fiquei eu ali numa seca tamanha à espera porque a demora à conversa foi por longo ou mais tempo que o normal. Unicamente me recordo de o ver nessa ou mais uma ocasião…, vida de embarcadiço.
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Os Iglésias, Pai e filho, eram pessoas respeitáveis e respeitadas, tendo criado um círculo misto de clientes – amigos, ou antes, de amigos - clientes, que, ainda hoje os recordam com saudade.
PAZ ÀS SUAS ALMAS.
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Sagres, a Saudade
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A saudade, a nostalgia,
Aumenta de dia para dia;
O que aconteceu de menininho,
Recordo agora com carinho:
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Deixou-me imensas saudades,
Em Salgueiros, o “Bar Sagres”,
Junto à praia em cima das Dunas;
Recordações, no coração arrumas.
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Deixou-me imensas saudades,
Aquele areal, aqueles chorões;
Naquele tempo sem multidões,
Salgueiros, a praia e o “Bar Sagres”.
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Deixaram-me imensa saudade,
Os amigos de verdade,
Com quem eu brinquei ali,
Com quem ali convivi.
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Deixou-me imensas saudades,
Em Salgueiros, o “Bar Sagres”,
Meu pai ali me levava,
Aquele lugar ele amava.
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Deixou-me imensas saudades,
Em Salgueiros, o “Bar Sagres”;
Muito meu pai considerava,
Os Iglésias, a quem muito estimava.
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Iglésias; Avô, Pai e Filhos,
Todos eles meus amigos,
Hoje choro de saudades,
Pela falta do “BAR Sagres”.
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Avô Iglésias, eu te quero Louvar,
Pai Iglesias, te estou a homenagear,
Pelo Sagres, aquele saudoso Bar,
Que fundasteis junto ao mar.
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E quem no Bar Sagres não se revive,
Quer de Canidelo seja, ou não?
Era o bar da Juventude de Sessenta,
Que ali o tempo passava em reunião.
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A vida é composta de mudança,
Por isso, eu ainda tenho esperança,
De voltar a ver o “BAR SAGRES”,
Nem que seja no Paraíso das Verdades.
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João da mestra

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Muitas outras histórias outros terão para contar, muitas outras histórias estão nos segredos dos deuses, muitas outras histórias serão levadas consigo quando partir. Você poderá contar, aqui nos comentários, as suas histórias…eu tratarei de as transferir, de as passar para primeiro plano, para junto destas, logo de imediato.
UM BEM HAJA

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As fotos eram de Alexandre Monteiro e foram-me deixadas.

O texto é de João da mestra assim como o poema.

A montagem é de majosilveiro