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quinta-feira, 1 de julho de 2010

BARRA DO RIO DOURO - CABEDELO DE CANIDELO E FOZ, PORTO

BARRA DO CABEDELO DE CANIDELO





ANTIGA SECA DO BACALHAU

ESTUÁRIO DO DOURO


O BICO - BICO DO CABEDELO



Pescador que saías a Barra

*
Pescador da barca à vela,
Também andas-te sem ela,
Em caíque a remos remado,
Tão fragílimo, coitado.

Com a força dos teus braços,
Fartavas-te de dar abraços,
P´ro fazer movimentar,
À custa do teu suor.

Agora, de caíque a motor;
Acabou o remo, acabou a vela,
Acabou a vida romântica e bela,
Acabou a pesca, acabou o labor.

Pescador que saías a barra,
E não sabias quando voltavas,
Tua família não sabia onde andavas,
E tu, de saudades choravas.

Pescador da barca à vela,
És menos romântico sem ela,
Tiraram-te tudo até a faina,
E agora…, dói-te a alma(?)

João da Mestra


Os vizinhos de frente;
FOZ DO DOURO - PORTO
PASSEIO ALEGRE

*
MARGINAL, DA CIDADE À FOZ











majosilveiro

terça-feira, 1 de junho de 2010

Canidelo e a sua Reserva Natural do Cabedelo: RESERVA NATURAL DO ESTUÁRIO DO DOURO - DO CABEDELO, CANIDELO, GAIA : O HABITAT DO PATO REAL

Canidelo e a sua Reserva Natural do Cabedelo

Não é por ter sido criada a Reserva Natural do Estuário do Douro, ou antes, Reserva Natural Local do Estuário do Douro, que, eu imensamente gosto de denominar de Reserva Natural do Cabedelo de Canidelo, por uma questão bairrista, porque é no Cabedelo que ela está, porque é a Canidelo que pertence;
Não é por ter sido criada a Reserva Natural Local ou, chamemos-lhe como se queira, que, o habitat natural de aves como o Pato-real, a Garça branca e a Garça-real e muitas outras, existe agora naquele espaço.
Já há cerca de cinquenta e cinco anos, quando para lá ia acompanhado com os mais idosos da família, pai, mãe, avó e irmãos, à apanha de lenha – paus miúdos, pequenos ramos de arbustos e, toda uma variedade de outras, para alimentar o fogão de combustão a lenha lá de casa, - que, os patos, as gaivotas, as garças, o pisco, o maçarico, o borrelho, o guarda – rios, já lá andavam e há muitos milénios.
Reserva Natural local ou habitat, sempre aquele local foi, que, em criança tanto lhe chamávamos bico do cabedelo como fábrica dos cães, como praia do cabedelo, mas, das aves sempre foi um importante refúgio.
Aquilo que em criança queríamos, era ir para a pedra de escorregar, que, por vezes, por desconhecimento ou confusão também lhe chamávamos pedra do cão, mas, as aves já lá estavam e lá ficavam, pois não existia o luxo de agora de se pretender prender ou cativar aves exóticas. Isso é maus hábitos; modernices.
Existiam ali figuras típicas, do local, como o traquinas – o Raul - que, meu colega da escola primária – a tal que foi demolida, Manoel Marques Gomes - ali viveu mais de sessenta anos; ali passou toda a sua vida. Era um protector do local, porque, aquele era também o seu habitat. Esquecer aquele amigo de infância, aquela figura despretensiosa, que, por tantas vezes o ouvi dizer com um orgulho desmesurado que morava na fábrica dos cães, onde, naquela altura – há cinquenta anos – não existia estrada, água que não fosse de poço, nem luz, mas, que era um prazer morar ali, eu o sentia; não é fácil. Não é fácil esquecer aqueles tempos dos anos 1956 a 1960.
Aquele, era um local quase inacessível, sem luz pública, somente com um caminho em terra por entre silvados de um lado e uma imensa floresta de exemplares tropicais do outro, vedada por um enorme muro.
Aquele, era um local tranquilo, deserto, onde muito dificilmente chegava movimento; Era a melhor Reserva Natural que conheci. Passava o ano de 1956. Então, já era a Reserva Natural do Cabedelo de Canidelo - Gaia




O HABITAT NATURAL



DO PATO REAL



NA RESERVA DO CABEDELO



EM GAIA, EM CANIDELO























































MAJOSILVEIRO