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segunda-feira, 13 de setembro de 2010

LENDA DA PEDRA DA MOURA NA PRAIA DE LAVADORES - CANIDELO DE GAIA

PEDRA DA MOURA
Conto eu –
A minha versão da lenda:















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PEDRA DA MOURA
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Conto eu –
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A minha versão da lenda:
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Que uma donzela e virginal Moura, princesa cativa e desterrada numa aldeia bem a norte, quando com seu povo fugia às invasões dos Cristãos, vindos do Norte com destino à Mouraria, - à actual Marrocos no Norte de África, - ao chegar àquele lugar, - da pedra da Moura - da praia de Lavadores, - onde existe uma enorme pedra em cima de outra –, esbarrou com aquele imenso mar, logo seguido pelo vastíssimo Oceano Atlântico, cujos seus avós e ou bisavós o tinham atravessado há uns séculos, para esta banda, a Ibéria.
Como não lhe seria possível nadar com uma enorme pedra que trazia à cabeça para a levar para Marrocos pois que, era uma preciosa prenda de enorme valor, que, lhe valeria boa fortuna na sua terra Árabe, pousou-a ali, em cima daquela outra, com a intenção de recuperar forças para continuar caminho e, assim ser-lhe possível reconquistar a terra que seus antanho - ascendentes deixaram.
O dia estava quente e, a donzela Moura logo experimentou banhar-se naquelas frias águas do Norte daquele que, devido à expulsão das suas gentes Árabes, viria a ser Portugal de aquém, e além Douro, a sul do Porto e do rio Douro, onde se situa a praia de Lavadores, a primeira de Gaia.
Foi de tal forma o prazer que sentiu ao mergulhar e, logo após, ao nadar entre aqueles enormes penedos cobertos de algas e moluscos, por entre o sargaço que flutuava e que cobria o seu nu corpo assim como toda a superfície da salgada água, que, imediatamente começou a sentir um excitar do seu pujante corpo agreste da vida áspera que levou nos anos que viveu no Norte de Portucale, nos campos de cultivo agrestes, das encostas das serras.
Os banhos de água salgada, as algas, os sargaços, misturada com os moluscos e toda uma variada vida marinha da época, enfim, o iodo largado daquelas rochas da magnífica praia de Lavadores, forneceram-lhe jovialidade, frescura, pujança, força, êxtase; comparável no presente a uma ampola de autêntica geleia real - giseng – cola – ginko biloba, ou a um afamado comprimido azul que agora as fêmeas também usam para se tornarem mais capazes, como que se nunca o tivessem sido.
Avista então à distância os restantes fugitivos, seu povo, que, descia a íngreme encosta de Lavadores, - ela também ainda virgem, com uma invejável e verde vegetação, - em direcção ao mar também, em debandada. Sentiu-se nua, aliás como estava, mas, mais jovial, mais feminina, mais sensual, (que pena, eu não tinha na altura a minha máquina fotográfica, mas, estou a ver a cena). Logo se esqueceu da pedra (e você que lê também, devido à sua mente preenchida com a figura da jovial árabe). E, em direcção ao mar alto, ao Oceano deste Portucalém, nadou com toda a sua intensa força até à costa Árabe do Norte de África.
A pedra, essa, ainda se encontra lá pousada à espera da sua dona.
Vou tentar saber o dia do seu regresso para a recolha do seu precioso tesouro – aquela pedra, - para estar pronto para a fotografia. Será a mais preciosa formosura carnal impudica a entrar não em mim, mas, na minha photografic machine.
Já lhe fiz até um poema para depois a conquistar:
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Vem minha princesa Árabe,
Vem até mim o Joaquim,
Eu amo-te mais do que assim assim,
Meu peito no teu coração cabe.
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majosilveiro

domingo, 20 de junho de 2010

Cabedelo, a primeira praia de Vila Nova de Gaia; Pedras Altas, Pedra do escorrega

Uma praia virada para a cidade,
com o rio de entremeio


Praia do Cabedelo em Canidelo - Vila Nova de Gaia








Conjunto das Pedras Altas; Pedra da Pala, Pedra do escorrega
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Aquilo que poderá ter sido um santuário rupestre, um monumento megalítico ou um qualquer recinto sagrado, não passa actualmente de um montão de penedos, que, mais ou menos cobertos pelas areias em constante movimento provocado pela ondulação do mar, está sem qualquer protecção, à mercê de quaisquer actos de vandalismo. Difícil é, também, acautelarem-se prejuízos para tal monumento (!), uma vez tão próximo da linha de água está e, até em ocasiões de marés vivas, pela investida que lhes causam.
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Já eu por uma destas pedras escorreguei, há cerca de cinquenta e cinco anos, não fazendo a mínima ideia de que estava a sentar os fundilhos numa pedra porventura milagrosa – sagrada. Sei sim, que, um milagre ocorria sempre; ficava com os fundilhos das calças rompidos e as peles nadegueiras deveras escaldada, primeiro pelo escorrega, que, não teve a fiscalização do ASAE e, depois, ao chegar junto dos progenitores.
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Aqui, passeou a Moira mais bela do povoado Sarraceno, que, habitava estas terras anteriormente à Nacionalidade. Encantada pela beleza do Cabedelo e pelas florestas de Canidelo, nestas areias se embrenhou:

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Moira bela, encantada
/
Moira das Pedras Altas,
Beleza tanta tu exaltas.
O que fizeste por estas terras?
Ainda os homens desesperas.
/
Vieste da Mouraria,
Apanhar sol todo o dia,
Para este Cabedelo,
Há milénios, p´ra Canidelo.
/
Moira bela, encantada,
Aqui ficaste junto às pedras,
A divertir a criançada,
Que hoje se lembram como eras.
/
Naquele tempo de outrora,
Em que a única diversão,
Eras tu, escorregão,
Do Jaquim, do Manel e do João.
/
Moira, de longos cabelos oiro,
Teu coração é um tesoiro,
Que encerra a recordação,
Daquele viver de então.

*
João da Mestra











majosilveiro