sexta-feira, 27 de agosto de 2010

EXPOSIÇÃO DO 75º ANIVERSÁRIO DO CLUBE DOS CHALADOS - ASSOCIAÇÃO RECREATIVA DE CANIDELO - VILA NOVA DE GAIA





Senhor da Pedra de 1935
*
*
Olha ali, que menina bonita,
Tão elegante tão distinta;
É a formosa protegida, neta
Da portentosa matriarca, - a Mestra.
É a beleza de porta-bandeira,
Suporta-a no alto, altiva.
<>
Vamos para o Senhor da Pedra,
Ver se a pegada do boi medra;
Foi milagre de antigamente.
Hoje vai milhares de gente,
De Canidelo, é tradição;
Desta aldeia todos vão.
<>
E lá vai a ti Conceição,
No grosso da expedição,
A tocar nos seus ferrinhos,
Por todos aqueles caminhos.
Mil Novecentos e trinta e cinco;
Vão dos oito aos oitenta e cinco.
<>
A seu lado segue o ti Zé,
Todo o caminho a pé,
Ao pescoço pendurado o tambor,
Maçaneta a bater-lhe com fulgor,
Saca d´almoço noutra mão,
Só vai comer arroz de feijão.
<>
Vai ancião excitado,
Com seu cavaquinho afinado,
Tilinta as cordas maravilhado,
Segue seu fado desgarrado,
Toca as modas de então;
Dança Esmeralda e Julião.
<>
Vai o Victor com sua viola,
Abre caminho por ali fora,
A tocar a cantar e orquestrar,
Por entre matas e pinheirais,
Ao ombro sacola a desfraldar,
Almoço, arroz e nada mais.
<>
Cruzam-se no caminho outras rusgas,
Também desta aldeia Canidelo,
Nenhumas com som tão belo,
Nem os malaquecos nem Os Primavera;
Tocatas tão harmoniosas, pudera,
Como a nossa rusga dos Chalados,
Não existe em nenhuns destes lados,
Terras de Rei Ramiro e seus reinados.
<>
É a rusga do “Grupo Os Chalados”,
Mais de trinta divertidos foliões,
Concertinas, harmónicas, acordeões,
Violas, banjos, Violinos,
Tambor, reco-reco e ferrinhos,
Mais o Alexandre a cantar;
O tenor improvisou com sua voz,
Foi a honra de todos nós.
<>
João da mestra



































































majosilveiro


segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Associação Recreativa de Canidelo em Vila Nova de Gaia - 75º aniversário da fundação do denominado Clube dos Chalados, sito no Paço, ou Meiral

Comemora-se o 75º aniversário da Associação Recreativa de Canidelo, saudosamente denominado popularmente por CLUBE DOS CHALADOS, sita aos quatro caminhos na Rua do Meiral, antigamente denominada por PAÇO.
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Associação Recreativa de Canidelo em Vila Nova de Gaia - 75º aniversário da fundação do denominado Clube dos Chalados, sito no Paço ou Meiral, aos quatro caminhos.

Comemora-se o 75º aniversário da Associação Recreativa de Canidelo, saudosamente denominado popularmente por CLUBE DOS CHALADOS, sita aos quatro caminhos na Rua do Meiral, antigamente denominada por PAÇO.

Sua fundação remonta ao ano de 1935 e, está na origem de um saudoso grupo denominado “GRUPO DOS CHALADOS”.

A RAÍS;
Um grupo de amigos, tocadores de vários instrumentos de corda, levava a efeito anualmente uma rusga às romarias do Senhor da Pedra grande, a Miramar e, ao Senhor da Pedra pequeno, às Chouselas em Canidelo, entre outros encontros musicais a outras romarias, festas, desfolhadas e demais actos de hábitos e costumes tradicionais. Então, em 3 de Setembro de 1934, surge pela iniciativa de José Neves da Silva, Victor Oliveira e Silva, Albino Duarte e António Marques Pinto, o “Grupo OS Chalados”. Já devidamente organizado, conforme acta de 17 de Outubro de 1934, ficou alojada a sua sede algures no lugar do Verdinho desta freguesia.
Em representação deste grupo foi sua primeira porta-bandeira Inês da Mestra, numa rusga ao Senhor da Pedra, crê-se que em 1933. Inês da Mestra nasceu em 1917 e, recordo de a mesma contar que tinha 16 anos quando pessoas dos fundadores do grupo tiveram que ir pedir autorização ao seu pai e avós para que consentissem ela ser a porta-bandeira do Grupo Os Chalados.
Ficou ligado também a este grupo, Alexandre Monteiro, natural do Candal e a residir junto à capela daquele lugar. Desde 1925, ou já antes, que, a trabalhar em Canidelo, se deslocava diariamente pelo Verdinho, hoje Rua Tenente Valadim e pelo Paço, até um pouco abaixo da Igreja e da casa do Sá, onde trabalhava na sapataria do senhor Correia. A sua permanência neste Grupo Os Chalados e mais tarde Clube Recreativo Os Chalados, foi sempre sem cariz directivo.
Saliento a qualidade daqueles instrumentistas – José Neves, Victor Oliveira, Albino Duarte e António Pinto -, que, embora sendo todos amadores, fizeram com que o seu “Grupo Os Chalados” se tornasse o mais importante dos grupos musicais de Canidelo, entre outros existentes como os Malaquecos e os Primavera. Rivalizavam os grupos musicais e os tocadores entre si, principalmente entre estes mais importantes, - Malaquecos, Chalados e Primavera -, mas, também entre outros existentes, o que levava muitas vezes a desavenças e a que músicos fossem aliciados de uns para outros grupos.
Esta narrativa a devo a informações que me foram prestadas pelo Senhor Mário Nunes de Lavadores que foi tocador de cavaquinho, de banjo, de violino, de acordeão, de saxofone e de clarinete, (quem disse que é difícil aprender a tocar um instrumento?), e que fez parte de imensos grupos improvisados e de outros certos e organizados, assim como de rusgas, conjuntos musicais, bandas, sozinho ou conjuntamente com seu irmão.

O Grupo dos Chalados passou depois a situar-se no presente local, na Rua do Meiral, aos quatro caminhos. Passou também a denominar-se Clube dos Chalados.
Já em sede própria, com a ditadura do Estado Novo é obrigado a mudar a sua nomenclatura para Associação Recreativa de Canidelo e, sofre algumas repressões devido às novas leis impostas sobre a livre (?) reunião e associação, que, deixa irremediavelmente de existir. Se a sua nova sede era até ali um lugar mais espaçoso, mais amplo e aberto, onde se respirava ar puro e saudável pela amizade de todos os elementos; directores, sócios, utentes e colaboradores – músicos, teatrais e desportistas -, a mesma, o mesmo local, o mesmo espaço, passou a ser, depois, um espaço mais apertado; mais silenciado, mais vigiado, - reprimido em todos os seus actos, como nas reuniões directivas, assembleias, espectáculos e ensaios dos mesmos e em demais actividades que um clube ou associação recreativa bem dispensa e não necessita para o seu bom funcionamento.

Com o decorrer dos anos e apesar de quarenta sob as condições acima descritas a Associação Recreativa de Canidelo soube sempre alargar o âmbito de e para o qual foi criada, desenvolvendo novas actividades e, com elas, novas condições na sua sede:
Reconstruiu e alargou todo o seu interior, criou novas estruturas como; o gabinete de direcção, novo palco de maiores dimensões, salão de festas mais amplo e alargado, novo salão para jogos de bilhares livre e snooker, ping pong e cartas, sala para T V exclusiva para senhoras, novo bar snack e sala com mesas para comes e bebes. (faltam lá apenas uns banquinhos ao balcão para imitar devidamente um snack-bar).
Está em projecto e está prometido o apoio do Exmº Presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia, Exmº Senhor Dr. Luís Filipe Meneses, para a construção de um pavilhão desportivo e consequentes novas áreas de apoio ao desporto, vestiários, sanitários e balneários e, novos salões mais espaçosos para jogos, para com isso ceder o espaço do existente às outras actividades como a teatral, musical, coros, dança e outras a criar.
Actualmente conta já com departamentos de música; no canto, coral, fanfarra e marcha e, ensino. No desporto, com andebol, karaté, atletismo, ping - pongue.
Foi já distinguido em ping - pong graças aos excepcionais elementos que sempre fizeram parte, através dos tempos, que, levaram a secção a lugares primeiros e a fama elevada.
Se esta associação foi das mais importantes como grupo de tocadores para as rusgas ao Senhor da Pedra, foi agora a vencedora, passados 74 anos, nas rusgas ao São João em Vila Nova de Gaia, no ano de 2009 e, foi classificada dentro dos três primeiros lugares diversos anos. Pelos vistos a troca do Senhor da Pedra para o São João não foi causa para desinteligências celestiais. Que assim continue. É com afinco que todos os elementos deste grupo das marchas e coros trabalham e, é com o apoio incondicional de toda a direcção e de mais colaboradores que, sem interesse cooperam.
O karaté já arrancou medalhas e prémios de terceiros, segundos e primeiros lugares, a nível Nacional, Europeu e Mundial, com várias atletas entre, Inês Monteiro, Maria João Monteiro, entre outros e, o seu mestre - Gonçalo.
O andebol, igualmente conseguiu ganhar alguns lugares de extrema importância já alguns vários anos e, são imensas as taças e medalhas que o comprovam.
É grande o empenho das/dos atletas, do karaté e do andebol, que, sempre sacrificam as suas horas de lazer que pertenciam à família, com saídas para lugares distantes, perdendo com tal, muitas vezes, inteiros fins-de-semana.
Igualmente os organizadores, directores e demais cooperantes das secções, que, sem olhar a meios, nem a horas, sacrificam, por prazer, as sua vidas. Menciono aqui porque conheço, Tomás Monteiro e, que seja em representação de todos. Não é meu dever nem intenção menosprezar ninguém.
Uma Homenagem a todos os que colaboraram duma forma altruísta através dos tempos, mesmo não pertencendo em qualquer momento a qualquer direcção, desde os tempos remotos de 1925 (?) que, antes da fundação, o grupo e as pessoas já tinham vida.
Que hoje, esta direcção Homenageie todos quantos colaboraram, participaram na feitura e no engrandecimento daquele “embrião do grupo”, que, depois deu origem ao Grupo propriamente e, posteriormente ao Clube e à Associação, através dos tempos. Normalmente se homenageiam as direcções somente, mas, são muitos mais aqueles que, sem pertencerem a qualquer corpo directivo, dão o seu esforço, as suas horas, a sua ajuda, muitas vezes a sua vida, por uma causa e, deles não reza a história, deles não fica a constar o seu nome em absolutamente lugar algum. Haveria um rol enorme de saudosas pessoas nestas mesmas condições. Não cito os nomes que pretendia, mas os lembro com saudade. Que se lembrem os actuais directores, daqueles que deram o seu esforço e não constam na história da Associação e os faça constar numa simples lápide que, pendurada na parede não ocupará espaço e fará lembrar os presentes e os vindouros de que as Grandes Obras se constroem com pessoas.
Uma Homenagem às direcções, às pessoas que as compuseram, à presente e às que passaram, que, sempre cumpriram com abnegação e zelo.
Todos com amadorismo souberam satisfazer a sua parte, de tal forma, que, esta Associação Recreativa de Canidelo chegou ao 75º aniversário.

QUE CHEGUE AO CENTÉSIMO E POR AÍ ADIANTE

João da mestra


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Sua fundação remonta ao ano de 1935 e, está na origem de um saudoso grupo denominado “GRUPO DOS CHALADOS”.


A RAÍS;
Um grupo de amigos, tocadores de vários instrumentos de corda, levava a efeito anualmente uma rusga às romarias do Senhor da Pedra grande, a Miramar e, ao Senhor da Pedra pequeno, às Chouselas em Canidelo, entre outros encontros musicais a outras romarias, festas, desfolhadas e demais actos de hábitos e costumes tradicionais. Então, em 3 de Setembro de 1934, surge pela iniciativa de José Neves da Silva, Victor Oliveira e Silva, Albino Duarte e António Marques Pinto, o “Grupo OS Chalados”. Já devidamente organizado, conforme acta de 17 de Outubro de 1934, ficou alojada a sua sede algures no lugar do Verdinho desta freguesia.





Saliento a qualidade daqueles instrumentistas – José Neves, Victor Oliveira, Albino Duarte e António Pinto -, que, embora sendo todos amadores, fizeram com que o seu “Grupo Os Chalados” se tornasse o mais importante dos grupos musicais de Canidelo, entre outros existentes como os Malaquecos e os Primavera. Rivalizavam os grupos musicais e os tocadores entre si, principalmente entre estes mais importantes, - Malaquecos, Chalados e Primavera -, mas, também entre outros existentes, o que levava muitas vezes a desavenças e a que músicos fossem aliciados de uns para outros grupos.




Em representação deste grupo foi sua primeira porta-bandeira Inês da Mestra, numa rusga ao Senhor da Pedra, crê-se que em 1933. Inês da Mestra nasceu em 1917 e, recordo de a mesma contar que tinha 16 anos quando pessoas dos fundadores do grupo tiveram que ir pedir autorização ao seu pai e avós para que consentissem ela ser a porta-bandeira do Grupo Os Chalados.








Ficou ligado também a este grupo, Alexandre Monteiro, natural do Candal e a residir junto à capela daquele lugar. Desde 1925, ou já antes, que, a trabalhar em Canidelo, se deslocava diariamente pelo Verdinho, hoje Rua Tenente Valadim e pelo Paço, até um pouco abaixo da Igreja e da casa do Sá, onde trabalhava na sapataria do senhor Correia. A sua permanência neste Grupo Os Chalados e mais tarde Clube Recreativo Os Chalados, foi sempre sem cariz directivo.





O Grupo dos Chalados passou depois a situar-se no presente local, na Rua do Meiral, aos quatro caminhos. Passou também a denominar-se Clube dos Chalados.
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Já em sede própria, com a ditadura do Estado Novo é obrigado a mudar a sua nomenclatura para Associação Recreativa de Canidelo e, sofre algumas repressões devido às novas leis impostas sobre a livre (?) reunião e associação, que, deixa irremediavelmente de existir. Se a sua nova sede era até ali um lugar mais espaçoso, mais amplo e aberto, onde se respirava ar puro e saudável pela amizade de todos os elementos; directores, sócios, utentes e colaboradores – músicos, teatrais e desportistas -, a mesma, o mesmo local, o mesmo espaço, passou a ser, depois, um espaço mais apertado; mais silenciado, mais vigiado, - reprimido em todos os seus actos, como nas reuniões directivas, assembleias, espectáculos e ensaios dos mesmos e em demais actividades que um clube ou associação recreativa bem dispensa e não necessita para o seu bom funcionamento.




















Com o decorrer dos anos e apesar de quarenta sob as condições acima descritas, a Associação Recreativa de Canidelo soube sempre alargar o âmbito de e para o qual foi criada, desenvolvendo novas actividades e, com elas, novas condições na sua sede:
Reconstruiu e alargou todo o seu interior, criou novas estruturas como; o gabinete de direcção, novo palco de maiores dimensões, salão de festas mais amplo e alargado, novo salão para jogos de bilhares livre e snooker, ping pong e cartas, sala para T V exclusiva para senhoras, novo bar snack e sala com mesas para comes e bebes. (faltam lá apenas uns banquinhos ao balcão para imitar devidamente um snack-bar).











Está em projecto e está prometido o apoio do Exmº Presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia, Exmº Senhor Dr. Luís Filipe Meneses, para a construção de um pavilhão desportivo e consequentes novas áreas de apoio ao desporto, vestiários, sanitários e balneários e, novos salões mais espaçosos para jogos, para com isso ceder o espaço do existente às outras actividades como a teatral, musical, coros, dança e outras a criar.








Actualmente conta já com departamentos de música; no canto, coral, fanfarra e marcha e, ensino. No desporto, com andebol, karaté, atletismo, ping - pongue.
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Foi já distinguido em ping - pong graças aos excepcionais elementos que sempre fizeram parte, através dos tempos, que, levaram a secção a lugares primeiros e a fama elevada.
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Se esta associação foi das mais importantes como grupo de tocadores para as rusgas ao Senhor da Pedra, foi agora a vencedora, passados 74 anos, nas rusgas ao São João em Vila Nova de Gaia, no ano de 2009 e, foi classificada dentro dos três primeiros lugares diversos anos. Pelos vistos a troca do Senhor da Pedra para o São João não foi causa para desinteligências celestiais. Que assim continue. É com afinco que todos os elementos deste grupo das marchas e coros trabalham e, é com o apoio incondicional de toda a direcção e de mais colaboradores que, sem interesse cooperam.
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O karaté já arrancou medalhas e prémios de terceiros, segundos e primeiros lugares, a nível Nacional, Europeu e Mundial, com várias atletas entre, Inês Monteiro, Maria João Monteiro, entre outros e, o seu mestre - Gonçalo.
<>
O andebol, igualmente conseguiu ganhar alguns lugares de extrema importância já alguns vários anos e, são imensas as taças e medalhas que o comprovam.
É grande o empenho das/dos atletas, do karaté e do andebol, que, sempre sacrificam as suas horas de lazer que pertenciam à família, com saídas para lugares distantes, perdendo com tal, muitas vezes, inteiros fins-de-semana.
<>
Igualmente os organizadores, directores e demais cooperantes das secções, que, sem olhar a meios, nem a horas, sacrificam, por prazer, as sua vidas. Menciono aqui porque conheço, Tomás Monteiro e, que seja em representação de todos. Não é meu dever nem intenção menosprezar ninguém.
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Uma Homenagem a todos os que colaboraram duma forma altruísta através dos tempos, mesmo não pertencendo em qualquer momento a qualquer direcção, desde os tempos remotos de 1925 (?) que, antes da fundação, o grupo e as pessoas já tinham vida.
<*>
Que hoje, esta direcção Homenageie todos quantos colaboraram, participaram na feitura e no engrandecimento daquele “embrião do grupo”, que, depois deu origem ao Grupo propriamente e, posteriormente ao Clube e à Associação, através dos tempos. Normalmente se homenageiam as direcções somente, mas, são muitos mais aqueles que, sem pertencerem a qualquer corpo directivo, dão o seu esforço, as suas horas, a sua ajuda, muitas vezes a sua vida, por uma causa e, deles não reza a história, deles não fica a constar o seu nome em absolutamente lugar algum. Haveria um rol enorme de saudosas pessoas nestas mesmas condições. Não cito os nomes que pretendia, mas os lembro com saudade. Que se lembrem os actuais directores, daqueles que deram o seu esforço e não constam na história da Associação e os faça constar numa simples lápide que, pendurada na parede não ocupará espaço e fará lembrar os presentes e os vindouros de que as Grandes Obras se constroem com pessoas.




Uma Homenagem às direcções, às pessoas que as compuseram, à presente e às que passaram, que, sempre cumpriram com abnegação e zelo.






Todos com amadorismo souberam satisfazer a sua parte, de tal forma, que, esta Associação Recreativa de Canidelo chegou ao 75º aniversário.

QUE CHEGUE AO CENTÉSIMO E POR AÍ ADIANTE

João da mestra




sábado, 21 de agosto de 2010

MANOEL MARQUES GOMES - ESCOLA E PALACETE; EDIFÍCIOS - O ANTIGO E O MODERNO; NOSSA SENHORA DOS CAMINHOS: ALMEARA OU ALUMIARA EM CANIDELO DE GAIA

ALUMIARA OU ALMEARA

*

DA FREGUESIA DE CANIDELO

*

VILA NOVA DE GAIA



*

ALMEARA TERRA ÁRABE
<>
Almeara terra Árabe,
Onde vivi em tenra idade,
Era o ano de Cinquenta e Três,
Caminhava eu para três.
<>


De lá, saí feitos os seis,
Recordo-a agora de cada vez,
Razão porquê eu não sei,
Mas toda a vida a amei.
<>
Almeara de origem Moura,
Muito brinquei em tuas ruas,
Saudades tenho hoje tuas,
Por isso te visito amiúde.


Joãodamestra

*



NOSSA SENHORA DOS CAMINHOS



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Nossa Senhora dos Caminhos


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Nossa Senhora dos Caminhos,
Dai-nos alguns melhorezinhos;


<>
Pedi aos senhores Presidentes,
Para fazer lá uns jeitinhos;
<>


Para melhores estradas dar,
A todos os residentes;
<>


Não é só a beira-mar,
Que merece tais presentes.


<>
Nossa Senhora dos Caminhos,
Dai-nos alguns melhorezinhos;
<>


Dai-nos novas avenidas,
Pois, não serão para corridas;
<>


Dai-nos algumas Boullevard,
Que estamos a precisar;
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Dai-nos ruas mais direitas,
E, um pouco menos estreitas;
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E já agora, com menos buracos,
ra não andar-mos aqui aos saltos.
<>
João da mestra

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A Rua António Ferreira Braga Júnior liga a Rua da Bélgica ao Paniceiro. Antigamente era ladeada, de um lado pela antiga fábrica têxtil de Alumiara e do outro pelos extensos terrenos agrícolas do Senhor Manoel Vielas, que conheci ainda, com os seus enormes bigodes de pessoa muito respeitável e respeitadora. Agora com novos edifícios, que, quintas agrícolas não são necessárias; importa-se da Europa os artigos sobejados e ressequidos, dependendo ainda mais a nossa economia do estrangeiro e pesando mais a nossa balança. Também não será necessário agricultura, não há desemprego em Portugal e de comer também não haverá em breve. Aí..., voltará a agricultura de subsistência.
Esta rua que deriva daquela que nos leva às praias de Lavadores, - a Rua da Bélgica - , desvia-nos para as praias mais a sul; de Salgueiros e Canide e, depois pela marginal sul. É a rua que nos leva à nossa Junta de Freguesia e às Chouselas que já expus mais para diante.



Nossa Senhora dos Caminhos

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ESCOLA MANOEL MARQUES GOMES


*
A minha escola primária, Manoel Marques Gomes, infelizmente já lá não está para poder fotografa-la conforme outros edifícios fotografei. Esta foto foi a única que consegui arranjar e foi cedida pelo Exmº Presidente da Junta de Freguesia de Canidelo. Agradeço a quem poder dispor de alguma fotografia, esteja ela em que estado estiver.

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OS LIVROS

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Os livros,
São relíquias do passado,
São recordações,
São amigos sempre presentes,
Indiferentes,
Às horas normais ou tardias.



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O Livro,
É aquele amigo,
Com quem se pode sempre contar,
Sem nunca nos rejeitar,
Sem uma palavra p´ra nos desgostar.
Sem nunca deixar de nos amar.
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São os nossos melhores amigos,
Os livros.
<>



Começo a pensar e logo os vou procurar,
Aqueles livros da escola primária,
-Foram a minha alegria e de toda a criança, -
Lá na escola Manoel Marques Gomes.
<>
Guardo-os, da primeira até à quarta,
Com amor e afeição,
São a grande recordação,
Dos professores que tive de então,
Que diariamente me davam a lição.



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Há…, professores meus,
Eu Vos louvo porque me souberam dar,
A lição p´ra vida
Que eu soube registar.
<>



Escola Manoel Marques Gomes,
Que alguém mandou arrasar,
Isto é de lamentar,
Ofenderem toda uma população,
Que ali recebeu educação.
<>



Nota: Estão por responsabilizar as personalidades que mandaram destruir aquela escola que, foi doada às crianças de Canidelo, quais os interesses que serviu e de quem se serviu desse interesse.


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Joãodamestra





Antiga escola que foi uma doação de Manoel Marques Gomes e que os professores daquela ensinaram todos os alunos a estimar e respeitar, conforme, assim como, ao seu benemérito - foi mandada destruir, possivelmente por quem nunca a frequentou ou..., não aprendeu a lição. E, será que algum dia esse responsável a irá aprender. É necessário saber quem, para actuar.
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Os mais antigos,


os menos antigos,


os novos


e os velhos


edifícios em Aluimiara





Casa dos Arcos




Casa das Heras




Novos edifícios na antiga quinta do Vielas




Antiga casa do Lagoa


O que ainda resta da fábrica de têxtil de Alumiara, popularmente denominada fábrica da assubida. O que está destinado para este antiquíssimo edifício está ainda no segredo dos deuses ou dos Anjos das Alminhas que ficam logo ali encrostadas quem vira a esquina. Vamos lá a ver se não irá ter o mesmo destino que teve toda a fábrica - camartelo - e se juntamente vão também aquelas Alminhas a que já dediquei uma página e que está a seguir.



*

PALACETE MANOEL MARQUES GOMES

by majosilveiro


Residi a poucos metros deste palacete, a partir de 1953;

“Palacete Marques Gomes”, na freguesia de Canidelo – Vila Nova de Gaia, no lugar de Alumiara.
Defronte, ficava a quinta de Fontão e entre ambos, a estrada que segue para a freguesia da Afurada.
Tive a sorte de o conhecer absolutamente intacto, em condições perfeitas de habitabilidade, que o foi até cerca de 1980.
Nos anos 60 estive lá dentro numa festa de casamento, com banquete, com cerca de trezentas pessoas.
Brincava frequentemente naquela avenida central, onde imperavam imponentes palmeiras e outra imensa vegetação tropical, que, “reza a história, da voz do povo”, veio do Brasil a mando do seu primitivo proprietário e construtor.
Entre 1966 e 1969 fiz parte de um agrupamento musical (conjunto Sol Nascente) – extinto – que, semanalmente, aos sábados à noite e domingos de tarde, lá tocava para os bailes de quermesse do Clube Recreativo de Alumiara.
Era fantástico de bonito este palacete, com suas linhas de uma arquitectura vistosa, com sua traça de estilo, com seus jardins lindíssimos e com uma frondosa floresta rica em exemplares de botânica Tropical.
Como gostaria que estivesse como o conheci.
Dá pena da forma como está agora.
Era o Ex-Líbris desta Freguesia de Santo André de Canidelo.
Como se não bastasse a freguesia ficar sem este magnífico monumento, porque se encontra em estado absolutamente degradado, diria, em ruína absoluta, o mesmo veio a acontecer a um outro palacete, situado logo abaixo uns mil metros, numa quinta sobranceira ao rio Douro, à face da estrada e já a pouca distância da Afurada, da marginal e da antiga fábrica conserveira.
Estas duas quintas, unidas, ocupam uma vasta área de floresta, que, embora já um pouca desbastada para a abertura de novos arruamentos e para o alargamento dos antigos, vai desde os limites da freguesia da Afurada até ao chamado bico do cabedelo, ou seja, o estuário do Douro e, é o pulmão, - o grande pulmão, ou o único pulmão, - daquela belíssima terra – Canidelo – à beira-mar plantada.
by majosilveiro

http://www.panoramio.com/photo/14860053
http://static.panoramio.com/photos/original/14859864.jpg
by majosilveiro

Foto Panoramio FOTOGRAFIA DE BaLaSBulletS http://www.panoramio.com/photo/19590476

Pode ver ou ter uma ideia como era.
Visite; consulte:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Quinta_de_Marques_Gomes
http://www.canidelo.net/patrim2.htm
http://www.50espacos.campoaberto.org/espacos/lista/fichas/gaia/canidelo/65/ficha_html/ficha.html



MANOEL MARQUES GOMES
http://www.panoramio.com/photo/15312056

by majosilveiro

Regressado do Brasil, onde fez fortuna, Manoel Marques Gomes doou terreno e construiu a escola primária feminina e masculina para a freguesia de Canidelo; doou terreno para o Campo de futebol do Sport Club de Canidelo, doou o terreno para o apeadeiro de Coimbrões, que, por ironia fica localizado em Canidelo e, construiu um magnífico palacete que sempre teve o seu nome e que fica envolto numa imensa "floresta", talvez a mais densa zona arborizada do concelho de Gaia e também uma das de maior grandeza. O Palacete acabou por se degradar por abandono e o resto lá está. Pode ver-se no google, junto ao rio, na foz do douro, na zona junto ao cabedelo.
Manoel Marques Gomes foi para o Brasil ainda muito jovem, a expensas e por favor de uma senhora amiga que lhe pagou a viagem. Lá, ocupou cargos importantes, além de ter constituído a sua própria firma, ou firmas (?) graças aos quais fez uma fortuna invejável.
O seu busto estava colocado junto do campo de futebol do Sport Club de Canidelo, mas, devido à construção de uma rotunda no local, foi retirado e ainda não foi reposto. Está de facto demorada a sua recolocação naquele local, onde estava e para onde foi inicialmente concebido. Desconhece-se o seu paradeiro.
by majosilveiro

Consulte
http://pt.wikipedia.org/wiki/Quinta_de_Marques_Gomes
http://www.canidelo.net/patrim2.htm
http://www.50espacos.campoaberto.org/espacos/lista/fichas/gaia/canidelo/65/ficha_html/ficha.html

by majosilveiro





majosilveiro




sexta-feira, 20 de agosto de 2010

FONTE DE SÃO JOÃO EM ALUMIARA DE CANIDELO - GAIA

ALMEARA OU ALUMIARA
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NO CONCELHO DE VILA NOVA DE GAIA
<>
FREGUESIA DE CANIDELO
<>
FONTE DE SÃO JOÃO



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A Fonte de São João fica situada num cantinho - o Cantinho de São João - precisamente no centro de Alumiara, à margem da estrada, Rua da Belgica, - aquela que se dirige para o lugar de Lavadores e para a Afurada e, um pouco antes da bifurcação que divide a dita para aquela vizinha freguesia.















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Fonte de S. João
<>
Ia buscar água com canado,
À fonte de S. João;
Não é por ser também João,
Que é tanto do agrado,
Minha mãe ter acompanhado.
<>
Fiquei sempre a amar,
Minha querida mãe,
E a tão dilecta fonte,
Fiquei sempre a recordar.
<>
O tal pequenino canado,
Ainda hoje o guardo,
Junto de meu coração.
<>
Era minha mãe que mo dava,
Para se ver acompanhada,
Do seu pequenino botão.
<>
Ia buscar água com canado,
À fonte de S. João.
<>
Joãodamestra

<>





DOS CANTINHOS NO CENTRO DE ALMEARA
que ficam próximo do fontenário;
era um autêntico rosário,
o povo que dali ia,
buscar àgua, com cantaro ou bilha,
caneco, balde ou bacia,
canado, púcaro ou jarro,
para a comida e a sua vida.
Era os anos cinquenta,
e a vida uma tormenta.
Joãodamestra
<>










majosilveiro


quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Alumiara ou Almeara em Canidelo - Vila Nova de Gaia - As Alminhas da Rua José Maria Alves


<
ALUMIARA
<
EM CANIDELO DE VILA NOVA DE GAIA

>

Alminhas da Rua de José Maria Alves

<

Ou Alminhas da assubida

>

Almeara Vila Nova de Gaia





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As Alminhas de Alumiara

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São Anjos voando aos Céus,
São Anjos Cantando a Deus,
São Anjos Meu Deus, são Anjos;
Mas, faltam lá os Arcanjos.
<>
São Anjos, lá nas Alminhas,
Que eu vejo como minhas;
Nas Alminhas de Alumiara,
Onde criança sempre delongara.
<>
Estas Alminha são minhas,
Todos os dia as ia ver,
E também me comprometer,
A ser bonzinho c´oas amigas minhas.
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Ali ficava especado,
A contar todos os Anjos,
São Anjos, Meu Deus, são Anjos,
Rezava uma oração, parado.
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Rezava à avó, ao pai e à mãe,
E a todos os irmãos também,
Rezava a todos os Anjos;
São Anjos, Meu Deus, são Anjos.
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E lá ia no dia seguinte,
Pois que sempre andava por ali;
Enquanto o pai trabalhava,
Eu sempre ali me vi.
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São Anjos Voando aos Céus,
São Anjos cantando a Deus,
Nas Alminhas d´ assubida”,
Se pedia p´ra subir aos Céus.

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João da mestra








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Na minha galeria fotográfica do PANORAMIO, está inserida a Freguesia de CANIDELO - minha terra querida, com 94 fotos em 4 páginas, com este Link:
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Ali, está incluída esta, ALMINHAS DE ALUMIARA, com 4 fotografias, assim como o nicho e o prédio onde está inserida.
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* Interessante é indicar que uma das fotos teve até à presente data 234 visitas.
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Interessante é também ver alguns dos comentários que ali estão mencionados, entre eles um da Turquia e outro do Brasil e, claro, o meu, dedicado ao Exmº Senhor Presidente desta Junta de Freguesia:

majosilveiro, em October 21, 2008, disse:
Dedico esta foto ao Exmº Senhor FERNANDO ANDRADE, Presidente da Junta de Freguesia de CANIDELO-GAIA.

Beatriz Barreto Tane…, em November 22, 2009, disse:
Belíssima

arif solak, em October 17, 2008, disse:
hello ))
Welcome To İZMİR
İzmir
Greetings from Turkey, Arif
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majosilveiro






sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Centenário do nascimento de Alexandre (Queirós) Monteiro - 15 de Agosto de 1910 – 2010 - Candal e Canidelo - Gaia; Almeara, Meiral

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Centenário do nascimento
Alexandre (Queiróz) Monteiro
15 de Agosto de 1910 – 2010
Candal e Canidelo;
Fonte Lodosa, Verdinho,
Almeara, Meiral
Vila Nova de Gaia



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Alexandre (Queiróz) Monteiro, 1910 – 1989, foi o filho mais velho de uma humilde família. Nasceu no lugar do Candal da freguesia de Santa Marinha, do Concelho de Vila Nova de Gaia. Seu pai, João Queiróz Monteiro, foi Oleiro, entre, creio, 1890 e 1919. Foram Oleiros também o seu avô e bisavô.
Alexandre (Queiróz) Monteiro viveu no Candal até aos nove anos. Após a morte de seu pai é entregue aos cuidados de um tio, para que lhe ensine uma profissão. Por tal, vai morar para a cidade do Porto, para a freguesia de Massarelos, – mesmo ao lado da Igreja Paroquial.
Volta ao lugar de nascimento – o Candal – onde fica a residir com sua mãe e os seus dois irmãos mais novos, mesmo paredes meias com a antiga Capela. Emprega-se em Canidelo na profissão que aprendeu e desenvolveu. Dedica-se ao canto, experimenta aprender guitarra durante algumas lições privadas, frequenta os lugares onde pode cantar o Fado de Coimbra, a sua paixão e, chega a participar em representação daquela que é a mais bela forma de expressão – O portentoso Fado de Coimbra. Pertence ao Orfeão da Madalena como tenor durante alguns anos; crê-se que até 1938.
Casa com a Inês da Mestra, em 1938, fica a residir no Candal – Fonte Lodosa e, depois no lugar do Verdinho em Canidelo.
Em 1938 funda a sua indústria de calçado no lugar de Almeara e, passa a ser este o sítio para onde se dirige diariamente. Para esta sua aposta na vida, no seu futuro, abandona a guitarra, a música, o canto, o orfeão, e o fado de Coimbra. Muda também a sua residência para este lugar de Almeara ou Alumiara, em 1954, recordo, para a casa onde é hoje a igreja Evangélica de Alumiara. Constava na sua inscrição de actividade profissional; Indústria de Calçado – Fabricante. Calçado novo e reparação de usado. Sapataria Primeiro de Abril de Alexandre Monteiro, Rua da Bélgica em Alumiara, Canidelo, Vila Nova de Gaia.
Em 1958 muda a residência para a Casa das Mestras, sita no Paço, acima umas dezenas de metros da quinta do Paço, onde, consta, terá habitado D. Pedro e Dª Inês de Castro, hoje rua do Meiral e, consigo traz já todos os seus quatro filhos.
Cinquenta anos foram a longa vida desta sua “Grande Obra”. Os mesmos cinquenta que esteve casado com a Inês.
Faleceu em 1989.
Comemora-se o Centésimo Aniversário do seu nascimento a 15 de Agosto de 2010.
Deixou quatro descendentes a quem incutiu o gosto pela música e aos quais introduziu no ensino da mesma e de instrumentista, que, praticaram, todos, embora só os dois mais velhos tivessem concluído e, feito daí a sua vida profissional; O mais velho como instrumentista e como professor de Violino e, a imediata, como Pianista e Cantora lírica, mais tarde professora do ensino oficial.

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Contada com algum pormenor, a vida de Alexandre (Queirós) Monteiro dá um livro e, esse está concluído e entregue – o seu esboço – ao Exmº Senhor Presidente da Junta de Freguesia de Canidelo, para estudo da sua publicação.
Neste livro se explanam a vida das gentes desta Freguesia de Santo André de Canidelo; a vida das populações dos lugares, lugarejos, - os seus hábitos, costumes e tradições, as profissões mais usuais daqueles lugares naquela época e, a vida dos artesãos e dos vendedores ambulantes com seus pregões, a economia e a vida social: É a historiografia da Freguesia de Canidelo entre os anos de 1900 a 1970. Após a conclusão daquele esboço, iniciei e está a ser editado neste site toda uma descrição em prosa e em verso e, em fotografia, desta freguesia, cuja mesma poderá ser para adicionar ao dito livro, o seu todo ou partes.
É mesmo, Canidelo minha terra querida. Haja vontade de deixar para os vindouros este testemunho real de como viviam as populações desta freguesia e, que seja possível mandar editar tal livro, que, contribuirá para o engrandecimento desta terra.

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Esta, foi a homenagem à pessoa que sem ajudas de qualquer espécie, sem empréstimos bancários, sem subsídios, que, até nem existiam na altura, pôs em funcionamento e manteve durante 50 anos, aquela indústria, somente pelo seu pulso, pela força do seu trabalho, numa época em que ninguém, ou muito poucos, conseguia algo. E a sua vida de árduo trabalho foi um êxito constante e sempre no sentido ascendente. Ainda hoje, passados que foram vinte e muitos anos que encerrou a dita sua empresa e da sua morte, as pessoas do lugar e da freguesia recordam com saudade e respeitam religiosamente o seu nome. Para outros, por todas estas mesmas razões, acima exaradas, foi sempre e ainda o é hoje, um grande sapo que têm que engolir; Pelo exemplo abnegado de um Homem que o soube sempre ser, de comportamento, de civismo, de trabalho, de chefe de família, de Pai. Industrial empreendedor, empresário, trabalhador independente e empregador.

Salvé 15 de Agosto de 2010
João (Queirós) Monteiro

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Eu Canto a minha vida passada
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Centenário do nascimento do patriarca da família - 15 de agosto de 1910 - 2010

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Homenagem à Família que constituiu


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Eu Canto a minha vida passada,
Eu Elevo minha mãe e meu pai,
A eles Canto e choro sem um ai,
Até à noite e desde a madrugada.
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Eu choro à lembrança da infância,
E Canto em Homenagem a meus irmãos,
Lhes devo a minha importância,
Que a deles, é a maior de todos os chãos.
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À mãe, pai e a todos os irmãos,
- Três, foi a conta que Deus fez -,
Eu choro com toda a honradez;
A trás nada volta outra vez.
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Eu Canto aos meus professores,
De piano, solfejo e violino,
Com quem nunca passei horrores;
Mas que sempre estivesse fino.
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Tocar piano com muito fervor,
Era ambição da irmã, para mim.
Entrego-lhe agora o louvor,
Embora não chegasse ao fim.
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Ao professor de violino,
O meu Canto é com gratidão,
Irmão mais velho tem sempre razão,
Muito ensinou o João;
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Comportamento, honestidade, hombridade,
Escolaridade e musicalidade.
É o irmão superior,
No saber, na vida, na idade.
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Eu choro por minha avó materna,
Foi minha mãe duas vezes,
Não conheci meus avós paternos,
Mas lhes Canto; À Família, às Raízes.
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Eu Canto a minha vida passada,
Eu choro a lembrança da infância,
Elevo meus avós, minha mãe e meu pai,
Deus meu, os guardai.
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João da mestra



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A meu pai
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Poemas e coisas mais,
Meu pai sempre escreveu,
Pudesse eu lembrar que, iria recordar
Meu pai, ao publicar,
E ele, que orgulhoso ia ficar,
Agora que está no céu.
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Mas, que bem me recordo eu,
Desta quadra popular,
Que ele escreveu a brincar,
P´ra cliente não esquecer de pagar:
Joãoda mestra
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“Santo António que é ducado,
Diz-me, por ser amigo,
Se alguém te pedir fiado,
Manda-o… vir falar comigo.”
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Alexandre Monteiro
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Casa de Alumiara








NOSTALGIA

Chora criança, chora,
Que te faz bem o teu chorar,
Outra coisa tão boa na vida,
Não há, nem amar.

Está à mão de semear,
Por isso chora sem parar,
Ficarás deveras melhor,
Se sua Nostalgia aliviar.

Chora, copiosamente,
Pelos que amaste,
Não te inibas, chora,
Tua saúde melhora.

Chora, dilatadamente,
Pelos que gostaste.
Vergonha? De quê?
Então, não amaste?

Chora criança, chora,
Por tua mãe, por teu pai,
Por teus avós e, após,
Chora, criança, vai.

Chora pela tua meninice,
Pela tua adolescência, chora,
Chora quando te lembrares,
Do tempo da puberdade.

Chora criança, da juventude,
Que tiveste ou não tiveste,
Juventude, dura toda uma vida,
Chora toda a tua, também.

Criança, chegas-te a velho;
Se choraste enquanto criança,
Muito mais chorarás agora,
Até ires desta vida p´ra fora.

Perdeste avós, pai e mãe,
Já perdeste filhos também
E para quem ainda os tem,
Muito maior é o chorar.

Criança que chegaste a velho
E que velho ainda não és,
Perdes-te os netos também,
Só te dão pontapés.

Por isso criança chora,
Chora tu velho, também,
Velho volta a ser criança,
Ambos a Deus têm.

E Criança que é velho, chora,
Porque já ninguém o consola.


João da mestra


Afinal, quem errou na profissão?


Na minha terra havia,
hoje não sei,
não estou lá.
Mas, no país ainda há,
que, eu ainda estou cá:
Muito enfermeiro, dentista, médico ou professor,
sapateiro.
E sapateiro que sabia, ser: enfermeiro,
dentista, médico, professor e, sapateiro na profissão,
na perfeição, sem ser sapateiro.
Mas, havia doutor sapateiro , cirurgião
e muita profissão
de sapateiros.
E, muito advogado, juiz ou solicitador
que, não é doutor,
sapateiros.
E, sapateiros de profissão, que, o não são:
Sapateiro poeta, sapateiro escritor, sapateiro tenor,
sapateiro a trabalhar na perfeição,
mas, a aguentar com o nome daquilo que os outros são.
Afinal, quem errou na profissão?

Joãodamestra