segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Igreja de Santo André de Canidelo - Vila Nova de Gaia. - interiores, altares, arte sacra: A minha igreja é a mais linda


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A MINHA IGREJA É A MAIS LINDA

















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A MINHA IGREJA É A MAIS LINDA
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A minha igreja é a mais linda,
Das terras de Rei Ramiro
E neste país, Portugal,
Eu não vejo outra igual.
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De Santo André de Canidelo,
Até ao mais distante rejo,
É esta igreja fenomenal,
A mais linda em Portugal.
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Em Canidelo, Santo André,
Esta igreja ainda é,
Desde Mil Setecentos e Trinta e Nove,
Aquela que mais Povo move.
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É a igreja do Paço,
Ao lado de casa senhorial,
Onde morou D. Pedro e Inês,
Em Canidelo Concelho, certa vez.
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A minha igreja é a mais linda,
Em terras de Portugal, ainda.
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João da mestra









Eu Canto ao Santo André,
Que, Padroeiro de minha terra é,
Eu Canto à minha Terra Natal,
Pois não conheço outra igual.
Encherto do Poema Terras do Litoral de João da mestra














Eu Canto a São Vicente Férrer,
E mais ao Padroeiro Santo André;
A igreja da minha aldeia,
Com aqueles Santos nos premeia.
Encherto do Poema Terras do Litoral de João da mestra





































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Eu Canto à minha amada Igreja,
Que Baptizou todos os "Monteiro",
Do meu ramo familiar,
E manteve o "Queiroz" a enlaçar.
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Mais cinco de Mil Setecentos e Cinquenta,
O Queiroz Monteiro aguenta,
Neste ramo familiar,
A Canidelo sempre a Amar.
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Eu Canto Aos Queiroz Monteiro,
Que em Canidelo se fixaram,
Numa grande família se tornaram,
Com muita paixão a amaram.
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Eu Canto aos Avós e Bisavós Oleiros,
Aos Avós Tanoeiros e doutras profissões,
Naturais de Santo André de Canidelo,
Eu envio beijos aos milhões.
Encherto do Poema Terras do Litoral de João da mestra


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Não me foi possível efectuar mais algumas fotos, uma vez que, desde há algums meses, esta igreja de Santo André de Canidelo, situada na Freguesia de Canidelo em Vila Nova de Gaia, se encontra em profundas obras de beneficiação interior. Desta forma, irei ter que voltar a visita-la, para me inteirar e assim dar inteiro conhecimento de todas as benfeiturias sofridas. Estão a ser acauteladas as madeiras, as talhas e os altares, em madeira, as respectivas pinturas de toda a arte sacra e, todo o interior do edifício. Algumas importantes obras no exterior estiveram e ainda estão em curso. Se a minha Igreja era e é já a mais linda, muito mais linda vai ficar após estas obras de protecção e de beneficiação de todo aquele conjunto de arte, porventura o maior concentrado de obras de arte sacra num só local e em toda a freguesia de Canidelo.
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João da mestra


majosilveiro

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Cemitério da Freguesia e Paróquia de Santo André de Canidelo - Vila Nova de Gaia





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A TEIA DA VIDA

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Roda que roda,
E volta a rodar,
É a roda da vida,
Que nos não deixa parar.

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Gira que gira,
E volta a girar,
Os desgostos da vida,
Nos põe a chorar.

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Teia que teia,
E volta a tear,
Este mundo é uma teia,
Para a vida nos caçar.

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Este mundo é uma teia,
Que nos não deixa parar,
Com tantos desgostos na vida,
Constante nos põe a chorar,
Até a morte nos caçar.
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João da mestra











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AQUI JAZ, DESCANSA EM PAZ
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Naquele mundo, nasci nu,
E dele, parti bem vestido,
Não pendurado em cruz,
Mas em caixote, revestido.
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Vida na terra, tive uma passagem,
Uma rápida miragem;
Não morri, me transformei,
Quando vivi, tudo abandonei.
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Parti sem avisar,
Deixei amada a chorar,
Repouso eternamente,
Estou feliz, felizmente.
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Aqui jaz,
Descansa em paz,
Demónio na terra, santo no Céu,
Lá, o diabo fui eu, eu sei,
Tanto escrevi, que, todos desesperei,
A todos fiz sofrer, mas, a todos amei.
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Fui chamado a partir,
Fiz a passagem p´ro infinito;
Agora nos Reinos Eternos,
Continuo a escrever e a rir,
P´rós meus familiares queridos,
P´rós meus queridos amigos.
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Meu Espírito ficará, toda a Eternidade,
Ao vosso lado, em boa verdade.
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João da mestra











ESPECTRO DA MORTE A BAILAR
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Espreita o espectro da morte.
Não quero.
Que Deus me dê melhor sorte.
Impropério?

Porque tenho de morrer,
Se eu gosto de viver?
Afasta-te espectro tenebroso,
Que me pões demasiado nervoso.

Morte! Porque me queres contigo,
Se eu não te levo comigo?
Afasta-te, vai,
Eu fico; Assim quer o Pai.

Espectro da morte a bailar,
Logo pela manhã ao acordar,
Na mente, diariamente,
Sempre, sempre, constantemente.

Mas, porque me persegues assim,
Se eu não te quero em mim?
Vai, vai, sai de mim,
Ficarei só, até ao fim.
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João da mestra



















APÓS ESTAR MORTO

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Quem não me estima agora,
Nem pense em qualquer hora,
Após a minha morte,
Ir ao funeral e acompanhar-me ao “resorte”,
Nem em nenhuma ocasião,
Ir à missa p´ra fazer-me oração.
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Se neste mundo não são leais,
Como será essa oração depois?
Se vivem agora com ódio,
É por estar morto que me põe num pódio?
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Não, não quero oração,
De quem agora não tem coração.
>
Não, não quero missa,
De quem agora me comete injustiça.
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Não, não quero flores,
De quem agora me dá dissabores.
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Não pense ir a meu funeral,
Quem agora não se julga igual.
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Não pense em missa me rezar
Quem agora só me deseja azar.
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Não pense em levar-me flores,
Quem por mim não morre de amores.
>
Uma simples impostorice,
Após eu estar morto,
É uma grande canalhice.

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João da mestra








MISSIVA DO REI SVENOVITCH À IMPERADORA DE OUTRO REINO

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Fica Vossa Senhoria impedida,
E os mais do Vosso Império,
De me irem ver quando eu morrer,
Pois, eu é que nem vos quero ver!
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Nem flor tende a ousadia de enviar,
Por qualquer paspalho vosso lacaio;
Darei ordens ao meu aio,
Proibir-vos manifestações de pesar.
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Já que na Terra impera o cinismo,
O abandono ao Rei do vosso trono,
Porque sou o homem velho do Império,
Serem hipócritas, é depois um impropério.
>
Amor, gostava eu de sentir hoje,
E não desprezo pela vossa parte,
Que com todo o engenho e arte,
Vossa senhoria, ao vosso senhor inflige.
>
Agora, aquilo que é meu desejo;
Quero estar morto e descansado,
Não quero depois a meu lado,
Hipócrita de subordinado.
>
Nem, também, muito lamento,
Chorar de arrependimento,
Quando, agora, neste momento,
Me trata mal que nem a jumento;
>
Acusações de centenas de acções,
Que comete e que depois remete,
Ser Vosso Rei o ocasionador,
Não lhe abonando o seu valor.
>
Depois de morrer, não me interessa flor,
Nem o choro hipócrita de qualquer estupor.
E todos se deveriam pautar,
Para nesta vida saberem amar.

>
João da mestra
















ALMA MINHA QUE TE PARTISTE

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Hó! Flor minha das serranias,
Hó! Flor adorada e silvestre,
Hó! Amada minha, campestre
Amorosa, flor agreste:
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Terminou a Primavera,
O que vai ser de mim?
Alma minha que te partiste.
>
Como a minha vida é amorosa,
Aqui neste paraíso,
Mas, eu não ganho juízo;
>
Não vejo o dia de morrer,
P´ra minha alma contigo ir ter.
Não vejo o dia de partir,
Para junto de ti ir.
Tua alma quero conquistar,
Para te poder amar.
>
Eu já estou a desesperar,
Por tanto tempo aguardar,
Por aquele dia em que sonhei;
Que serras e montanhas atravessei,
E te fui encontrar,
Em boa vida a desfrutar.
>
Sonhei, meu amor que te vi,
Numa aldeia algures aí,
Entre nuvens celestiais,
Tu, entre almas, muitas mais;
Seria visão do amor e nada mais?
>
Estavas tão bela, alma nua,
Entre nuas, qual alma lua,
Com formas arredondadas, as tuas,
Tantas almas, tantas luas.
>
Teus longos sedosos e brancos cabelos,
Brancos seios e alma encobriam.
Para a frente penteados e puxados,
A alma não te despiam;
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Tua linda boca de lábios escarlate, cerrados,
Não transmitiu qualquer reflexão,
E haveria para tal, razão?
>
Mas, gostaria de os ter visto pronunciar,
A tão amorosa palavra do verbo amar.
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Cerrados ficaram teus lábios,
Conforme cerrada ficou tua alma,
E mais ainda, está teu coração.
>
Abrem-se agora os da miseração,
Para te declarar,
Com muita paz d´alma,
Que a minha, à tua alma se quer juntar.
>
Teus maviosos olhos azuis me viram ao longe,
Como almas d´águias vêm as suas presas,
Há! Mas que sonho este, tantas surpresas,
E logo eu que estou tão distante.
>
E tu alma d´ águia, não me discernes?
Não me vês?
Vá lá, tenta mais uma vez.
>
Mas, porquê desta forma advéns?
Para melhor me agradares?
Para muito eu te amar?
Vieste por acaso ao mundo, nua,
Ou és ser da longínqua nua lua?
>
Oh! Não! Despertei deste fascinante sonho,
Voltou minha alma à terra das almas;
Ressuscitei, uma vez ter morrido.
Tudo aconteceu em um instante,
Fui e voltei deslumbrante.
>
E tu onde estás, Alma minha que te partiste?
Alma minha da flor das serranias:
HÁ! Afinal…, não existias!

>
majosilveiro







Aquele que me ama me siga

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Um dia,
quando eu morrer,
eu quererei continuar
a procurar saber,
da minha amiga,
do meu amigo.

>
E, vou também querer
estar consigo,
para festejar,
para comemorar,
este dia,
que estamos a viver.

>
Então,
à porta dos céus,
terás que bater
e, se não quiseres lá ficar,
terás que me mandar chamar.

>
S. Pedro não é intrometido,
mas, vai querer estar contigo;
se estiveres preparado, podes ficar,
se não, à terra terás que voltar.
>
Agora, vais ter que escolher,
se queres ficar no céu,
em companhia comigo
e morrer,
ou se preferes perder-me de vista
e viver.

>
Joãodamestra





majosilveiro