terça-feira, 25 de janeiro de 2011

MEIRAL OU PAÇO DE CANIDELO GAIA - JARDIM E CRUZEIRO DO PAÇO - SANTUÁRIO DE SCHOENSTATT - CASA DAS MESTRAS - QUINTA DO PAÇO

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MEIRAL OU PAÇO DE CANIDELO - GAIA



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JARDIM E CRUZEIRO DO PAÇO DO MEIRAL

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Oleiros, Escultores e Artistas da Minha Terra
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Sou natural de Gaia,
Terra muito importante,
Por famosos escultores,
Ceramistas, modeladores,
Que ao mundo deram Arte.
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E, para iniciar cito,
Aqui, o meu Avô,
João Queirós Monteiro,
Importante e grande oleiro,
Que muito novo morreu,
Mas que muita Arte deu,
Ao povo e a plebeu,
De louça de barro, grés.
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Porque hoje eu tenho horror,
Dos que lhe dão pontapés,
Guardo com muito Amor,
A Arte daquele escultor.
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E se de Oleiro sou neto,
Bisneto sou, do Oleiro,
António Queirós Monteiro.
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E cinco gerações vão já,
Desde o meu trisavô,
Bernardo Queirós Monteiro.
Ele também foi Oleiro.
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Mea Vila de Gaya,
Eu te tenho muita honra,
Porque de Gaia eu sou:
Porque desde remotos reinados,
Como o de Maria segunda,
E desde os tempos da lenda,
Do romance de Garret,
Que seu génio celebrizou.
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Dever é meu, estudar teus usos,
E costumes e, registar, Aqui;
As figuras que nasceram, Aqui,
E a Arte que deram, Aqui;
A esta Mea Vila de Gaya,
Que hoje também evoco, Aqui:
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Os que o escopro manejaram,
Os que a cerâmica cozeram.
Os que a grés trabalharam,
Os que o barro moldaram.
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Desde o grande escultor,
Ao génio modelador,
Passando p´los humildes “Oleiro”,
João Queirós Monteiro,
António Queirós Monteiro,
Bernardo Queirós Monteiro.
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Oleiros tradicionalistas,
Foram humildes barristas,
Do Candal, em Santa Marinha,
Que lhe davam a matéria prima,
Nas saibreiras e barreiras.
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AH! História, quantos valores,
Nesta terra de escultores,
Deixas-te de registar?
Quantos nomes esquecidos,
E também ignorados,
Que não tiveram a sorte,
De a ninguém mais lembrar?
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E porque nos livros deveriam estar,
Presentes e não estão,
Hoje lanço á confusão,
De com importantes misturar,
Os humildes, que, presentes estão,
Mas dentro do meu coração;
E todos misturados são:
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Bernardo Queirós Monteiro - meu trisavô N. Canidelo
António Queirós Monteiro - meu bisavô N. Canidelo
João Queirós Monteiro - n. 1884 -meu avô N. Canidelo
Alfredo Ferreira da Silva - meu bisavô - N. Canidelo
António Soares dos Reis, - n. 1847 N. Mafamude
António Alves de Sousa, f. 1922 N. Vil. Andorinho
Augusto Santo, n. 1868 N. Gaia
Fernandes de Sá, n. 1874 N. Avintes
José Joaquim Teixeira Lopes n.1837 – Mestre Teixeira Lopes
Manuel Teixeira Lopes n. 1907 - Sobrinho do Mestre T. L.
António Teixeira Lopes - Filho do Mestre T. L.
José Teixeira Lopes n. 1872 – Filho do Mestre T. L.
Adolfo Marques, pai n. 1861 - N. Avintes
Adolfo Marques, filho n. 1894 - N. Avintes
António de Azevedo n. 1889 N. Mafamude
Carlos Meireles n.1889 discípulo de Teixeira Lopes
Diogo de Macedo n.1889 discípulo de Teixeira Lopes
Eduardo Tavares n. 1918 obteve o prémio T. Lopes
Henrique Moreira n. 1890 aluno de A.Teixeira Lopes
Joaquim Fernandes Gomes n. 1896 N. Oliv. Douro
Joaquim Meireles n. 1879 trabalhou na ofic. Teix. Lop.
José de Sá Lemos n. 1892 discípulo de Teixeira Lopes
Manuel Pereira da Silva n. 1920 N. Avintes
Oliveira Ferreira n.1883 disc. e trab. Of. Teix. Lopes
Pereira dos Santos n.1902 N. Oliv. Douro
Rudolfo Pinto do Couto n. 1888
Sousa Caldas n. 1894
Zeferino Couto n. 1890 N. Olival - Gaia
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E dos populares Oleiros:
Domingos Alves de Oliveira – Santa Marinha - n-1672
Pai de Domingos Alves de Oliveira
Avô de Domingos Alves de Oliveira
José Fernandes Caldas, n. 1866
João de Alfonseca Lapa, n. sec XX – Santeiro
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Todos eles modeladores,
Do barro, do grés, da terracota.
De Gaia todos foram artistas,
De Oleiro, grandes malabaristas.
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Do barro nasceram os barristas,
Gaia, Império foi da Arte
Popular, sempre em ascensão;
O Bernardo, o António e o João.
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E só hoje investiguei,
Só hoje o descobri,
Mas de imediato aqui lavrei,
Aquilo que só agora sei,
O que nunca em outra terra vi:
Em Sant André de Cannydello,
Em meados de oitocentos,
Todo o homem era Oleiro.
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E faço mais uma homenagem,
Desta, Alfredo Ferreira da Silva,
Qu´era do Paço do Moiral.
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A sua arte era a Arte,
Que em Canidelo evoluiu,
Que de Canidelo saiu.
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Na arte da olearia,
Ele manuseou o barro,
Ele fabricou poteria.
Ele coseu a grés,
E fez estatuaria.
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Com terra, terracota,
Amassada, manuseada,
Rodada no rodapé,
Com rodapé rodada.
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Só hoje investiguei,
Só hoje descobri,
Santo André de Canidelo,
Deu Arte ao mundo inteiro.
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No Paço do Moiral,
Por terras de Canidelo,
Existiu um Bisavô,
Ele também foi oleiro,
Da época d’ oitocentos;
Da minha mãe foi Avô,
Foi o pai do meu avô.
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João da mestra


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AS CEREJAS
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Cerejas amarelas, vermelhas, claras, escuras, castanhas, cor de fogo rubro e do ferro quando aquecido. Cereja preta, cereja brava, cereja purga, cereja negra, cereja de saco ou sem saco; são imensas as espécies de cerejas mas, na minha aldeia é quase nula a produção de cereja. Não me recordo de na minha aldeia ver qualquer tipo de cerejas penduradas nas cerejeiras, sua mãe, ou de ver cerejais que, é o lugar onde nascem, crescem e se produzem as cerejeiras, nem tão pouco me recordo de ver tal árvore ou aglomerado de árvores - os cerejais, lá na minha aldeia.
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Lá na minha aldeia, existem isso sim, os motivos; as pessoas, a vivência, os hábitos, os costumes, os lugares tradicionais e rústicos, os povos que sempre foram aprisionados à terra - os nativos e, aqueles que nunca o foram mas que nos fins das suas vidas, quando chega a idade da velhice, da reforma, sempre voltam. Os artesãos, os rústicos, os homens da terra e os donos das terras, as profissões exercidas por Valentes homens e Valentes mulheres e, os malabaristas. A paisagem bela ou esplendidamente bela, bucólica, tranquila, mas, também os lugares de frenesim, de movimento; as praias, o campo, os pinhais, o rio, o areal, o mar e tudo o mais que dão origem e são a origem das conversas, que são exactamente como as cerejas; quando uma vez agarradas e puxadas nunca mais param de surgir, de aparecer, de lembrar, de contar, de falar, de comentar, de escrever.
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Exactamente como as cerejas, são agora as conversas: conversas amarelas, vermelhas, claras, escuras, castanhas, cor de fogo rubro e do ferro quando aquecido. Conversas pretas, conversas bravas e purga. Conversas negras, conversas de caixão à cova, conversas sem caixão mas de faca e alguidar; são de imensa ordem as conversas que, exactamente são como as cerejas.
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Uma das razões a que exactamente esta “conversa” se deve é que após terminada a “conversa da história” do senhor I. S. e as suas “conversas - histórias,” mencionadas na minha “conversa história de vida” e que foram origem de muitas conversas com o mesmo, logo me surgiram, outras, que não foram contadas e, como “vem a talho de foice” , dizer que “as conversas são como as cerejas”, dois termos usados frequentemente pelo amigo de longa data e, quase familiar por afinidade mas, familiar mesmo pelo coração, que é o meu interlocutor, ou neste caso, lhe deveria chamar de entrevistado, abri este tema das cerejas.
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Acrescento o que não contei; que o seu padrinho de boa memória, Senhor Manuel, já não entre nós, foi a primeira pessoa que comigo conversou e que me deu a primeira lição de Literatura e de Antologia de Autores Portugueses, fazendo-me compreender que aqueles que eu estudava na escola nocturna, no quarto ano da disciplina de Português, eram os que o regime de Salazar permitia. Pura e simplesmente só esses. Os outros, desconhecidos porque contra o regime estavam, ou eram, ou porque de cor desbotada, eram esquecidos e ficavam fora do ensino, também fora do ciclo comercial e, até fora do país. Autores esses que ele me citou e que alguns deles vieram a ser introduzidos no ensino, outros, que eu nunca mais deles ouvi falar.
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A segunda razão de recordar o Senhor I. S. que, repetia constantemente “vindo a talho de foice” ou que “as conversas são como as cerejas” é que esta minha história de vida é “uma conversa” com muitos contos no seu seio, que está sempre em movimento expansionista; é um campo de cerejas - um cerejal ligado pelos ramos onde uma vez puxada uma cereja se esvazia essa cerejeira e depois outra e outra até o cerejal ficar desbastado mas, eis que outra época sazonal chega e uma nova série de escritos surge com novas histórias, novos contos, novos temas, novos capítulos - renovações de cerejais com ampliações de cerejeiras para renovações e ampliações de novas histórias e de novos contos que vão dar uma nova vida ao principal conto e, uma mais vasta história de vida surge, que mais não terá fim.
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Conto mil histórias numa só história:
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Uma história com cinquenta e oito anos de vida e, os cinquenta e oito anos de vida revividos numa só história.
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Que esta história, de para já uma curta vida, tem custado um preço muito elevado, isso tem; São já muitos milhares de horas sentado ao computador a escrever, a compor, que se fossem em um automóvel a conduzir representariam muitos milhares de quilómetros. Afirmo portanto que, esta história de vida tem já milhares de quilómetros, milhares de horas, muitas centenas de semanas, longos meses, mais de dois anos; imensas noites de raciocínio acordado, de vigília e, muitos grandes mares de água salgada que correm, que encheriam um Oceano.
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É a epopeia da minha família e a minha também.
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“São mares salgados cujo muito desse sal são as lágrimas de um cerejal”-
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- A família Pinto da Silva
* * * * * * * Queirós Monteiro


Homenagem a I..........S....... – Salve 12 de Abril de 2010
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João da mestra*
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Casa das mestras
> > > > > > > > >...também, agora, Casa das Sementes, pelo presente negócio de sementes, artigos para jardinagem, lavoura e comida para aves e animais.

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Santuário de Nossa Senhora de Schoenstatt
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Quinta do Paço -, entrada secular pelo Meiral também chamado de Paço



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VIDA ANIMAL

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Afinal, quem é o animal ?
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Senhoras e Senhores,
Jovens meninas e meninos,
Menos jovens, velhos e divorciados,
Solteiras, solteiros ou casados,
Todos os namorados,
Em geral, tod´ a população:
Tomem bo´ atenção,
E, melhor pensem, pois então;
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Se pretendem animal adoptar,
E algum pr´a casa levar,
Doméstico ou d´estimação,
Isso vai ser uma grande prisão.
Perderá sua liberdade,
E também sua privacidade.
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Eu vos estou à´visar,
P`ra que depois não os venham à´bandonar;
Pata, pato, ou garnizé,
Galinha, galo, ou chimpanzé,
Gata, gato, ou leopardo,
Cão, cãozinho, ou cãozarrão,
De raça todos eles são.
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Pomba , pombo, ou rola,
Caturra, pega ou papagaio,
Todos servem pr´a satisfazer o catraio,
Ou p´ra sua satisfação.
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Não o faça por nenhuma razão,
Porque quando de férias for,
Não haverá nenhum estupor,
Que lhos tome conta por favor
E, ficarem sozinhos em casa,
Isso não vai poder acontecer;
Se for par´ abandonar,
Mais vale então não adoptar.
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É muito fácil na loja os comprar,
É muito fácil p´ra casa os levar,
É muito fácil adoptar,
Mas, depois no próximo Verão,
Logo todos os bichos irão,
Pela porta fora, toc´andar,
Uma grande volta irão dar;
Serão postos “a passear”,
Você QUE OS ADOPTOU,
Agora os irá abandonar,
Então p´ra que os foi adoptar?
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ISSO É CRIME, BOMBÁSTICO,
NÃO SABIA QUE NÃO SÃO DE PLÁSTICO?

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majosilveiro

domingo, 26 de dezembro de 2010

VISO, CANIDELO - GAIA ; Viso e a sua escola


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O Viso, será, possivelmente, a zona mais antiga da freguesia de Canidelo.


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Ruas antigas agora empedradas, mas, em séculos anteriores em terra batida e cobertas de mato - conforme o eram nas aldeias onde se praticava a lavoura, no Norte de Portugal - seriam as ruas da aldeia de Canidelo nos séculos de antanho.
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Em Canidelo a agricultura era vulgarizada, sendo a principal actividade económica até muito recentemente. Ainda conheci imensas quintas e lavradores onde se praticou agricultura, até há cerca de trinta e poucos mais anos. Entre eles, algumas das que me recordo, que vi e que permaneci vendo, ainda em plena laboração: Senhores Queirós, Coimbra, Ricos olhos, Quinta das Eras, todos de alumiara. Quinta dos Limas e dos Brandões em Lavadores. Quinta do Paço e quinta do Fojo, naqueles respectivos lugares. Na quinta do Moínho. Lógico que, para além destas quintas, existiam muitos pequenos ou médios agricultores, nos seus lugares com suas terras próprias, como os Bessas, os Araújas, os Feijoeiras, os Bragas, as Bendeiras, nos terrenos da casa do Padre, nos Vendas, nos do Cravo e, tantas são, que, a memória pela certa mais recordará, mas, será fora de tempo. Estão descritas memórias, sobre este facto, desde há cerca de dois anos, no guião, que, pretendo venha a ser livro.
Este local de Canidelo - Viso -, pela certa não fugirá á regra daquilo que foi a economia de Canidelo até ao século anterior.


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Meia volta… pelas pedras do Viso
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Pelas pedras da calçada,
Fui procurar minha amada,
Fartei-me de caminhar,
Sem nunca a encontrar.
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Diz-me meu amor, onde estás?
Não jogues à cabra cega.
Já pisei tanta irregular pedra,
E não vejo a que me eleva.
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Gostaria de te ver,
Antes de partir, de morrer,
Lá no céu, será complicado,
De veres tu o teu amado.
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Dei meia volta, mais meia volta,
Naquelas ruas estreitas,
De Canidelo, do Viso,
Mas.., será que não tenho juízo?
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Partiu para bem longe,
Fugiu a sete léguas,
Este amado era bem louco,
Louco será muito pouco.
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E assim terminou o amor,
Da fada morena Árabe,
Com o fidalgo da Mouraria,
Que morreu em cobardia.
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João da mestra


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ESCOLA PRIMÁRIA DO VISO


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A Escola Primária do Viso, escola tipo da época do Estado Novo e da Repartição dos Edifícios Escolares do Norte, desconheço o seu autor da arquitetura e será de mil Novecentos e Sessenta a sua construção.
Esta é a escola primária dos mais novos á minha geração.


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Aos alunos da escola do Viso
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Escola primária, a primeira,
Para muitos, também, derradeira,
Escola primeira e primária,
Naqueles tempos, única, válida.
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Escola primária do Viso;
Meninas e meninos com juízo,
Ali estudaram e brincaram,
Logo de seguida trabalharam.
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Alguns por Canidelo ficaram,
Outros par´a cidade evoluíram,
Mas, muitos se desgastaram,
No estrangeiro, p´ra onde partiram.
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Mas, quando à terra voltaram,
Com a saudade, carregados,
Visitar a escola do Viso foram,
E se sentiram amparados.
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Logo partiram, nova jornada,
Família ficou, desamparada,
Distância vencida, labuta inicia,
Renovada saudade principia.
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Meninas e meninos de Canidelo,
Que na escola do Viso cursaram,
Não mais esqueceram o esplendor,
Das lições que receberam com amor.
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E, hoje, respeitam aquele lugar,
Lá se dirigindo como a um altar,
Como crianças que ainda são;
Com a esperança no coração,
De lá verem seus netos cursar,
Com igual veneração.
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João da mestra


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majosilveiro

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

SAGRES: O BAR DE EXCELÊNCIA NOS ANOS 60 E 70, DO IGLÉSIAS, NA PRAIA DE SALGUEROS EM CANIDELO - GAIA


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ANTIGAMENTE ERA ASSIM:
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SAGRES: O BAR DE EXCELÊNCIA NOS ANOS 60 E 70, DO SAUDOSO AMIGO IGLÉSIAS, NA PRAIA DE SALGUEIROS EM CANIDELO - GAIA


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Decorreria o ano de 1960 – seria o de 1959? Seria o de 1962? –, Um audacioso, mas, já saudoso Canidelense, resolveu edificar e equipar um bar na praia de Salgueiros, precisamente no caminho ao areal, junto ao “jardim” de chorões e de plantas nativas e, ali, logo logo tendo como vizinho, o mar. Foi o mais magnificamente belo bar até hoje existente naquelas paragens.
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Foi o magnificente BAR SAGRES, de boa memória e, o seu idealizador o saudoso senhor Iglésias (avô) que, a seu gosto ali permaneceu durante cerca de vinte a vinte e cinco anos (calculo eu, porque, me faltam informações precisas).


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Recordo, de, em muitas ocasiões, acompanhar o meu pai e irmãos em passeios dominicais à praia de Salgueiros, para ver as praias e para permanecer uns minutos no original BAR SAGRES. Entre essas ocasiões, uma me marcou mais devido a que o meu pai ao chegar, encontrou ali o filho do anfitrião, que, raramente ali estava, conforme na nossa aldeia, porque era embarcadiço. Foi grande o entusiasmo no encontro e, fiquei eu ali numa seca tamanha à espera porque a demora à conversa foi por longo ou mais tempo que o normal. Unicamente me recordo de o ver nessa ou mais uma ocasião…, vida de embarcadiço.
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Os Iglésias, Pai e filho, eram pessoas respeitáveis e respeitadas, tendo criado um círculo misto de clientes – amigos, ou antes, de amigos - clientes, que, ainda hoje os recordam com saudade.
PAZ ÀS SUAS ALMAS.
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Sagres, a Saudade
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A saudade, a nostalgia,
Aumenta de dia para dia;
O que aconteceu de menininho,
Recordo agora com carinho:
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Deixou-me imensas saudades,
Em Salgueiros, o “Bar Sagres”,
Junto à praia em cima das Dunas;
Recordações, no coração arrumas.
>
Deixou-me imensas saudades,
Aquele areal, aqueles chorões;
Naquele tempo sem multidões,
Salgueiros, a praia e o “Bar Sagres”.
>
Deixaram-me imensa saudade,
Os amigos de verdade,
Com quem eu brinquei ali,
Com quem ali convivi.
>
Deixou-me imensas saudades,
Em Salgueiros, o “Bar Sagres”,
Meu pai ali me levava,
Aquele lugar ele amava.
>
Deixou-me imensas saudades,
Em Salgueiros, o “Bar Sagres”;
Muito meu pai considerava,
Os Iglésias, a quem muito estimava.
>
Iglésias; Avô, Pai e Filhos,
Todos eles meus amigos,
Hoje choro de saudades,
Pela falta do “BAR Sagres”.
>
Avô Iglésias, eu te quero Louvar,
Pai Iglesias, te estou a homenagear,
Pelo Sagres, aquele saudoso Bar,
Que fundasteis junto ao mar.
>
E quem no Bar Sagres não se revive,
Quer de Canidelo seja, ou não?
Era o bar da Juventude de Sessenta,
Que ali o tempo passava em reunião.
>
A vida é composta de mudança,
Por isso, eu ainda tenho esperança,
De voltar a ver o “BAR SAGRES”,
Nem que seja no Paraíso das Verdades.
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João da mestra

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Muitas outras histórias outros terão para contar, muitas outras histórias estão nos segredos dos deuses, muitas outras histórias serão levadas consigo quando partir. Você poderá contar, aqui nos comentários, as suas histórias…eu tratarei de as transferir, de as passar para primeiro plano, para junto destas, logo de imediato.
UM BEM HAJA

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As fotos eram de Alexandre Monteiro e foram-me deixadas.

O texto é de João da mestra assim como o poema.

A montagem é de majosilveiro








segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Freguesia de Canidelo/V.N.Gaia, Largo e Avenida da Igreja, Capelas de Santo António e Almas e de Nossa Senhora da Guia, Cruzeiros do Adro, Igreja


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Freguesia de Santo André de Canidelo na Cidade de Vila Nova de Gaia: Avenida e Largo da Igreja, Capela de Santo António e Almas, Capela de Nossa Senhora da Guia, Cruzeiros da entrada do Adro da Igreja Paroquial e do Cemitério, Igreja Paroquial e Casa do Paço, Casa do Sá; algum do espólio neste lugar da Igreja.


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Cruzeiro à entrada do Adro da Igreja (existem dois iguais)


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Avenida da Igreja - local onde se situa o salão paroquial e as salas de catequese.
Igualmente aqui se situam o lavadouro público e as duas capelas aqui apresentadas.
A Igreja é ao fundo da avenida e no cimo de uma escadaria que nos leva á porta principal.


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Adro da Igreja e parte do largo fronteiriço (ao fundo nova urbanização)
As novas urbanizações proliferam por toda a freguesia de Canidelo, mas, será sempre pouca a habitação condigna numa freguesia que cresceu de 63o habitantes em 1739 para cerca de 50.000 em 2010, portanto em 271 anos. Uma das razões para este crescimento brutal e por vezes anárquico, da construção, foram, em tempos remotos, a agricultura e as pescas que aqui se praticavam, depois, a era industrial com as fábricas que aqui se instalaram e, ultimamente e de maior incidência a procura da orla marítima por várias razões, como, a do lazer e dos ares não poluídos das cidades do Porto e de Gaia, que, cresceram desmesuradamente.

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CAPELA DE SANTO ANTÓNIO E ALMAS

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Data de 1771 e é pertença da paróquia.
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A imagem de Santo António data do séc XVIII - 1771 - é em madeira e, é único exemplar.

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Santo António e... o menino



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CAPELA PARTICULAR DE NOSSA SENHORA DA GUIA


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CASA DO SÁ
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Muito habitual é agora dizer-se, quando se pretende contar algo sobre o passado, "eu ainda sou do tempo em que" . Pois bem, inicio então, para contar esta história, que, eu ainda sou do tempo em que, - não, não é que sou do tempo da fundação deste magnífico "palácio" , porque, para isso teria eu que existir já desde o século XVII ou XVIII, - sou sim do tempo em que os antigos proprietários da família do Senhor Sá, tinham ali uma loja de comércio que, comparada ao nível dos dias de hoje, seria a grande superfície comercial, com tudo possível e imaginário para servir uma população já de muitos milhares. Decorriam os anos de 1957 a 1960 e, ali ia eu aos domingos de manhã, nas fugas de ir à catequese, com uns centavos (tostões) na mão, para comprar um ou dois caramelos ou rebuçados. E, lá ia eu entretido a desembrulhar o papel e logo a danificar os dentes com aquelas doçarias.
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Cruz cimeira no portal principal e nicho em pedra trabalhada

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Única na freguesia - janela com decoração em pedra trabalhada

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Único na freguesia - janelo com decoração em pedra trabalhada

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Fino trabalho a cinzel e escopro, na pedra

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Uma das estradas para as praias e para a zona baixa de Canidelo
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Do outro lado dos campos, casario da zona central mais antiga de Canidelo
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Seria assim no século XVII (?)
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Antiga casa de habitação(?) ou celeiro (?)
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Igreja de Santo André de Canidelo - Nesta igreja terão sido baptizados todos os meus avós e tios avós, até á quarta geração de um lado e, quinta ou sexta geração do outro (falta-me apurar os anteriores àqueles). Como esta igreja data de 1739 e, como actualmente a população de Canidelo rondará os cinquenta mil habitantes e, sendo que na fundação da mesma teria cerca de somente seiscentos habitantes, poderemos afirmar que, foram muitos milhares de milhões de Canidelenses e seus antepassados que usufruíram das Bençãos desta Igreja.
É minha pretensão, com este simples comentário, homenagear todos quantos por aqui passaram; pelo Baptismo, na Catequese, nas Comunhões, pelo Casamento e, na derradeira hora de partir.
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Ao fundo, a igreja, a casa do Paço e o antigo edifício de apoio às actividades da Igreja; Sacristia, salas de catequese, salão dos Andores. Ali, funcionou também a primeira casa mortuária.
Em primeiro plano, a rua que nos leva á parte mais antiga da freguesia; o interior do lugar de Canidelo.


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Paço onde habitou D. Pedro e D. Inês de Castro


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Pintura a aguarela! ... digital - o largo da igreja
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textos de Joãodamestra
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majosilveiro