domingo, 22 de abril de 2012

CANTO Á MINHA TERRA – GAIA E CANIDELO - Terras do Litoral, Terras de Portugal

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Terras do Litoral, Terras de Portugal

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CANTO Á MINHA TERRA – GAIA E CANIDELO


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Não temeis;  - não, não ireis ler Camões - tão-somente, ireis ler um desconhecido -

João da mestra. 

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CANTO Á MINHA TERRA – GAIA E CANIDELO


                  I



Eu sou de Raiz, natural,

Deste magnífico litoral;

De Vila Nova de Gaia,

Localizado em Portugal.



                 II



Desta grandiosa cidade,

Uma autêntica raridade;

Vila Nova de Gaia,

Ela foi minha aia.



                 III



Litoral de um belo rio,

Defronte a "Porto Sentido",

Litoral de um grande mar,

Com o Rui sempre a cantar.



                 IV



Aos pés da Virgem, do Monte,

Aos pés da Serra do Pilar,

Logo ali junto à ponte,

Muito juntinho do mar.

  

     V



Linda Serra do Pilar,

Do teu alto respiro bom ar;

Vem com a maresia a navegar,

Aquele que vem do mar.



                 VI



Gaia dos belos Mosteiros,

Cada um o mais valioso,

Desde o da Serra do Pilar,

Ao de Grijó e de Pedroso.


                VII



Gaia, ao Porto estás defronte,

Transmites-lhe a mesma fonte

De energia e maresia,

Quer de noite quer de dia.



                VIII



Eu sou desta querida terra,

De Nosso Senhor da Pedra,

De Nossa Senhora da Saúde,

Onde vou muito amiúde.



                 IX


É este o meu litoral,

É este o meu Portugal;

Que eu Canto, porque afinal,

Cantar, nunca me fez mal.


                    X


Eu Canto à linda trigueira Princesa,

Árabe fada, qual beleza,

Raptada e trazida para Mea Villa,

Libertada e levada para Castilha.



      XI



Eu Canto ao vigoroso Rei Ramiro,

Rei da minha linda Mea Villa,

Combateu os Mouros com todo o fervor,

Para resgatar o seu Amor.



                XII



Vila Nova,

De Gaia, formosa,

Nasceste Moura mas bela,

Maravilhosa.



               XIII



Trigueira Árabe de Burca rosa,

Encanto meu, me ajoelho a teus pés,

E rezo, eu teu Romeu,

Sempre que sofres, de cada vez.



               IVX



Eu canto ao São Gonçalo,

Das terras de Vila Nova,

Logo no mês de Janeiro

E depois pelo ano inteiro.



    XV



Eu Canto ao S. João da Foz,

Que defronte do Cabedelo,

E das terras de Canidelo,

Nos dá as bênçãos, mas que belo.



    XVI


Igreja de São João da Foz,
Defronte de Canidelo,
E também da Afurada,
É uma Igreja amada
.



             XVII



Canidelo, terra de minha mãe,

Canidelo, minha terra mãe,

Canidelo, terra de meus avós,

Canidelo dos meus Pentavós, eu amo-vos.



              XVIII



Eu Canto ao Rei D. Pedro I,

E a sua Dama Inês de Castro,

Escolheram Canidelo para amar,

Loucos amaram naquele Astro.



                XIX


Eu Canto ao São Vicente Férrer,

E mais ao Padroeiro Santo André,

Que a igreja da minha aldeia,

Com aqueles Santos nos premeia.


     XX



Eu Canto ao Santo André,

Que, Padroeiro de minha terra é,

Eu Canto à minha Terra Natal,

Pois, não conheço outra, igual.



                XXI



Eu Canto à minha Amada Igreja,

Que Baptizou todos os Monteiro,

Do meu ramo familiar,

E manteve o Queirós a enlaçar.



                XXII



Mais cinco de Mil Setecentos e Cinquenta,

O Queiroz Monteiro aguenta,

Neste ramo familiar,

A Canidelo sempre a Amar.



               XXIII



Eu Canto Aos Queiroz Monteiro,

Que em Canidelo se fixaram,

Numa grande família se tornaram,

Com muita paixão a amaram.



           

   XXIV



Eu Canto aos Avós e Bisavós Oleiros,

Aos Avós Tanoeiros e doutras profissões,

Naturais de Santo André de Canidelo,

Eu envio beijos aos milhões.


    XXV



Eu Canto a S. Pedro d´Afurada,

Ele protege nossos pescadores,

Que logo pela alvorada,

Arriscam a vida desgarrada.



                XXVI



Eu Canto a Nossa Senhora da Saúde,

Que tem seu dia a quinze de Agosto,

Nos Carvalhos com muito gosto,

Meu pai confraternizava, À Saúde.



            XXVII



Eu Canto a Nossa Senhora da Bonança,

Que inspira os Candalenses de esperança,

Benzidos pelo saudoso Padre Correia;

No Céu muito Amor lhes granjeia.



               XXVIII



Eu Canto ao Senhor-da-Vera-Cruz,

Padroeiro da Paróquia do Candal,

Meu pai era daqui natural,

Desta terra de Portugal.



               XXIX



Eu Canto a Canidelo e ao Candal,

Terras dos meus pais que casaram,

Para nascerem de Raiz,

Os seus filhos, no litoral.



    XXX



Eu sou de Estirpe, natural,

Deste magnífico litoral,

Esplendorosa cidade de Gaia,

Localizada em Portugal.



           

   XXXI



Eu sou de Estirpe, natural,

Deste magnífico litoral,

Do morangal de Canidelo,

De Gaia, sempre belo.







João da mestra, Novembro de 2010





EU CANTO A TERRAS DE CANIDELO –

O LITORAL MAIS BELO DE PORTUGAL



            XXXII



Há muito foste eleita,

A minha jóia perfeita,

O meu coração dourado,

Pelo qual estou pendurado.



            XXXIII



Tu és o meu Pulmão,

O Fígado, o Coração,

As pernas, os braços, a cabeça,

Ama-me, antes que enlouqueça.



            XXXIV



Teu perfume exala maresia,

Que me sossega dia após dia,

Tu és o ópio que me dá na alma,

E o anti-depressivo que me acalma.



              XXXV



Teu perfume constante a Iodo,

E aquele aroma do sargaço,

Que vem das pedras da praia de Salgueiros,

E das pedra amarelas de Lavadores,

Eu inspiro com sofreguidão;

Eles são Deusas que apaixonam o João.





João da mestra





AS PRECIOSAS PRAIAS DE CANIDELO



              XXXVI



Cabedelo, o bico de areal no rio Douro,

Lavadores, a praia dos grandes penedos,

Salgueiros, a praia dos pequenos rochedos,

Canide Norte, de grandes areais prateados,

Canide Sul, a praia de areais de ouro;



              XXXVII



São de prata vossos areais de fino grão,

São de ouro as micro lentilhas de vossos arneiros,

Formando uma amalgama de areal “silver rand gold” valiosa,

Onde penedos, incrustados estão, como pedra preciosa.



            XXXVIII



Juntamente com outros, cobertos de verdes algas,

Onde há vida com sargaço, lapas e moluscos,

Mergulhados, naquele maravilhoso mar,

À vista, à distancia de dois palmos,

De extensas e paradisíacas dunas com verde vegetação.



               XXXIX



Aí predomina extensivamente o chorão,

Formando o cenário, a panorâmica, de Canidelo, do litoral,

Que é o esplendor de Portugal.


               XL



Terras do Litoral,

Terras de Portugal,

Pintura que eu premeio,

Sei Onde a “fotografei”,

Sei portanto de onde veio;

É Gaia, fotografia “midiatizada”,

No local está assinada:



João da mestra



João da mestra, de Agosto de 2010 a Fevereiro de 2012



Publicado em 18 de Janeiro de 2011 no blogue de majosilveiro



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Eu não sou ninguém



Eu não sou ninguém;

não sou poeta,

não sou escritor,

somente à minha terra tenho amor.



Eu não sou ninguém;

não sou professor,

não sou doutor,

somente à minha terra tenho amor.



Eu não sou ninguém,

nem sei como explico,

porquê tanto amor;

é que eu não resisto.



Eu não sou ninguém,

nunca me envaideci,

somente vou até si,

pedindo e chorando,

 ame Canidelo,

conforme ELE o amo a si.



Eu não sou ninguém;

não sou presunçoso,

também não sou vaidoso,

não sou prepotente;

que gostem de Canidelo,

 solicito somente.



 Eu não sou ninguém;

peco somente,

por ser resistente

 e amar Canidelo,

permanentemente.



Eu não sou ninguém.

E tu,

quem és?

Alguém?

Então ama Canidelo,

que, ficar-te-á bem.



João da mestra, 26 de Abril de 2011









                  


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