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sexta-feira, 23 de setembro de 2011

LAVADORES EM CANIDELO DE GAIA E AS PRINCIPAIS PÁGINAS


NO LUGAR DE LAVADORES



 ASSOCIAÇÃO SOCIAL E DESENVOLVIMENTO COMUNITÁRIO DE LAVADORES EM CANIDELO - VILA NOVA DE GAIA, vulgarmente designado por "Lar de Dia". Esta Associação vive a suas expensas e, pela boa vontade da população, pelo que, agradece, sempre, os contributos que  lhe possam ser destinados.




 Escola primária mista, de Lavadores. Recordo de ter assistido à inauguração desta escola, ainda criança e pela mão de meus pais, em 1957, conforme inscrição na placa, na entrada do portão exterior.




 Mural de azulejaria Portuguesa, em Lavadores. 






Desde muito criança me habituei a ver esta casa, de traços típicos e regionais, em Lavadores, pelo que, em dada altura, nos passa despercebida a sua arquitectura. De facto, não devia acontecer assim a tal beleza arquitectural.





 É aquilo que resta de uma das maiores fábricas de texteis do país, neste caso, a de estamparia - em Lavadores.




A população é religiosa e crente



O Saxofonista

                                              
   Bem vestido, à tirone,
                                               Ao peito, o saxofone,
                                               Música Jazz, a entoar,
                                               Cabeça hirsuta no ar.

                                               Por estreitas ruas, floridas,
                                               O instrumentista se movimenta;
                                               Casaco branco, mulheres perdidas,
                                               Pelo homem dos anos quarenta.

                                               Gravata preta bem lisa,
                                               Branca de seda é a camisa;
                                               O tocador hipnotiza,
                                               Com sua mística música, que desliza.

                                              De calça negra com festo,
 Sapato à Italiano, branco e preto;
 Amorosa melodia pelo saxofone alto,
 Distinto, era ele neste acto.  
                                              
                                               Dança casal a ritmo Slow,
                                               Alto som do instrumento;
                                               Amor a cada momento,
                                               Saxofonista no acontecimento.

                                               Mário Nunes era o saxofonista,
                                               O famoso instrumentista.

Em Homenagem ao Amigo e senhor Mário Nunes, de Lavadores, Canidelo, que, durante mais de cinquenta anos alegrou em bailes, não só em Canidelo, mas, também, por toda Vila Nova de Gaia e Porto. Além de saxofonista, Mário Nunes, foi instrumentista, também e, tão bem, de Violino, Cavaquinho, Banjo e Acordeão. Conta 84 anos e, toca ainda todos estes instrumentos.
João da mestra, 18 Agosto de 2011



SEGUNDA LINHA, NA PRAIA DE LAVADORES























HOTEL E RESTAURANTE CASA BRANCA


Pode ver Lavadores, também, aqui;


http://canidelogaiaminhaterraquerida.blogspot.com/2010_09_01_archive.html

http://canidelogaiaminhaterraquerida.blogspot.com/2011/08/de-lavadores-em-canidelo-vista-sobre.html

http://canidelogaiaminhaterraquerida.blogspot.com/2011/08/seca-de-bacalhau-de-lavadores-em.html

http://canidelogaiaminhaterraquerida.blogspot.com/2011/08/arte-em-lavadores-canidelo-vila-nova-de.html

http://canidelogaiaminhaterraquerida.blogspot.com/2011_08_01_archive.html

http://canidelogaiaminhaterraquerida.blogspot.com/2011_09_01_archive.html


majosilveiro

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Praia de Lavadores em Canidelo Gaia - O Alquilador de Gaia - A praia á noite - ORBS

ORBS,
OU,
OS ANJOS DA LUZ




*
ORBS

Se o fenómeno que nesta foto captei e o qual dou a conhecer é, ou pode ser considerado ORBS, foi a primeira vez que o consegui, ou, foi a primeira vez de que tal me apercebi.
Possivelmente, terei já, por acaso, anulado e enviado para o lixo, fotos onde terei captado ORBS sem ter conhecimento de tal.
Numa série de fotos nocturnas que captei nesta magnífica praia de Lavadores e que estão expostas no final desta página, fui prendado com esta, que, suponho, está “carregadinha” de ORBS.
Após ter sido esclarecido por pessoa amiga, desta bela Freguesia de Canidelo, imediatamente fui procura-la por entre uma infinidade e, que eu sabia existir.
Foi disparada junto à PEDRA DA MOURA NA PRAIA DE LAVADORES - CANIDELO DE GAIA (a pedra daquela bela jovem Árabe que ali se esqueceu dela), numa magnífica noite de luar e, pelos vistos também, de energias positivas, Anjos de Luz, mandalas, descargas eléctricas, ou, conforme alguns autores afirmam, seriam as formas dos pensamentos que na altura carregava. Pensamentos bonitos pela certa, conforme bonitas são também estas.
Convido os leitores a irem de máquina em riste, durante a noite, tentar captar ORBS, para a orla marítima de Canidelo. Poderá acontecer a serem prendados conforme eu fui. Pelo menos aliviarão o vosso stress, que, poderá também ficar captado. Único conselho é que levem agasalho pois que, ali as noites são bem frias.

João da mestra
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*
>A Praia de Lavadores e seus inseparáveis penedos

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>Varanda sobre o Atlântico

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>Os Chorões

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>O Hotel de Lavadores

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>O Alquilador de Gaya

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>A praia á noite










*

O Alquilador

De carro de mulas condutor,
Tu antigo alquilador,
Que transportavas para nossa praia,
A fina flor do centro de Gaia,
Por tal, recebes-te algum louvor?

A mocidade fina de Gaia,
Lavadores, a praia, frequentava,
Um carro de mulas os transportava,
Para aquela formosa praia.

Lá seguia o Alquilador,
Que daqueles caminhos era conhecedor,
Carregava a fina flor,
Para lugar encantador.

Com suas carroças, Alquiladores,
Desde o largo dos Aviadores,
Para a praia de Lavadores,
Levavam distintos senhores.

E tu antigo alquilador,
De carro de mulas condutor,
Que transportavas a fina flor,
Do centro da Villa de Gaya,
Para Lavadores, a nossa praia,
Recebes-te algum louvor?

Hoje não há alquilador,
Não há, de carro de mulas, condutor;
Não poderá haver louvor,
Oferecido pela fina flor,
Que do centro da Villa de Gaya,
Se dirigia para Lavadores, a praia.

João da Mestra




Varanda sobre a praia de Lavadores e sobre o Atlântico










Hotel Casa Branca




















Restaurante Casa Branca











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AS BELÍSSIMAS NOITES DA PRAIA DE LAVADORES
*
E os Anjos da Luz por companhia


Noites à beira mar;
Inundação de orbes
E de intenso luar.

Noites à beira mar;
Inundação de amor,
Seja para quem for.


Noites à beira mar;
Cheirinho a maresia,
Minha predilecta mania.



Noites à beira mar;
Devagar a caminhar,
Para muito meditar.


Noites à beira mar;
Todos vão passear
E muito imaginar.


Noites à beira mar;
Debaixo de clarão,
Pensamentos, ilusão.



Noites à beira mar;
Tanta, tanta multidão,
Todos para ali vão.

Noites à beira mar;
Debaixo daquele luar,
Ali vou eu namorar.


Noites à beira mar;
Debaixo da escuridão,
Abre-se o coração.

Noites à beira mar,
Já muito d´antigamente,
Para ali iam segredar.
*
João da mestra


majosilveiro


sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Centenário do nascimento de Alexandre (Queirós) Monteiro - 15 de Agosto de 1910 – 2010 - Candal e Canidelo - Gaia; Almeara, Meiral

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Centenário do nascimento
Alexandre (Queiróz) Monteiro
15 de Agosto de 1910 – 2010
Candal e Canidelo;
Fonte Lodosa, Verdinho,
Almeara, Meiral
Vila Nova de Gaia



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Alexandre (Queiróz) Monteiro, 1910 – 1989, foi o filho mais velho de uma humilde família. Nasceu no lugar do Candal da freguesia de Santa Marinha, do Concelho de Vila Nova de Gaia. Seu pai, João Queiróz Monteiro, foi Oleiro, entre, creio, 1890 e 1919. Foram Oleiros também o seu avô e bisavô.
Alexandre (Queiróz) Monteiro viveu no Candal até aos nove anos. Após a morte de seu pai é entregue aos cuidados de um tio, para que lhe ensine uma profissão. Por tal, vai morar para a cidade do Porto, para a freguesia de Massarelos, – mesmo ao lado da Igreja Paroquial.
Volta ao lugar de nascimento – o Candal – onde fica a residir com sua mãe e os seus dois irmãos mais novos, mesmo paredes meias com a antiga Capela. Emprega-se em Canidelo na profissão que aprendeu e desenvolveu. Dedica-se ao canto, experimenta aprender guitarra durante algumas lições privadas, frequenta os lugares onde pode cantar o Fado de Coimbra, a sua paixão e, chega a participar em representação daquela que é a mais bela forma de expressão – O portentoso Fado de Coimbra. Pertence ao Orfeão da Madalena como tenor durante alguns anos; crê-se que até 1938.
Casa com a Inês da Mestra, em 1938, fica a residir no Candal – Fonte Lodosa e, depois no lugar do Verdinho em Canidelo.
Em 1938 funda a sua indústria de calçado no lugar de Almeara e, passa a ser este o sítio para onde se dirige diariamente. Para esta sua aposta na vida, no seu futuro, abandona a guitarra, a música, o canto, o orfeão, e o fado de Coimbra. Muda também a sua residência para este lugar de Almeara ou Alumiara, em 1954, recordo, para a casa onde é hoje a igreja Evangélica de Alumiara. Constava na sua inscrição de actividade profissional; Indústria de Calçado – Fabricante. Calçado novo e reparação de usado. Sapataria Primeiro de Abril de Alexandre Monteiro, Rua da Bélgica em Alumiara, Canidelo, Vila Nova de Gaia.
Em 1958 muda a residência para a Casa das Mestras, sita no Paço, acima umas dezenas de metros da quinta do Paço, onde, consta, terá habitado D. Pedro e Dª Inês de Castro, hoje rua do Meiral e, consigo traz já todos os seus quatro filhos.
Cinquenta anos foram a longa vida desta sua “Grande Obra”. Os mesmos cinquenta que esteve casado com a Inês.
Faleceu em 1989.
Comemora-se o Centésimo Aniversário do seu nascimento a 15 de Agosto de 2010.
Deixou quatro descendentes a quem incutiu o gosto pela música e aos quais introduziu no ensino da mesma e de instrumentista, que, praticaram, todos, embora só os dois mais velhos tivessem concluído e, feito daí a sua vida profissional; O mais velho como instrumentista e como professor de Violino e, a imediata, como Pianista e Cantora lírica, mais tarde professora do ensino oficial.

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Contada com algum pormenor, a vida de Alexandre (Queirós) Monteiro dá um livro e, esse está concluído e entregue – o seu esboço – ao Exmº Senhor Presidente da Junta de Freguesia de Canidelo, para estudo da sua publicação.
Neste livro se explanam a vida das gentes desta Freguesia de Santo André de Canidelo; a vida das populações dos lugares, lugarejos, - os seus hábitos, costumes e tradições, as profissões mais usuais daqueles lugares naquela época e, a vida dos artesãos e dos vendedores ambulantes com seus pregões, a economia e a vida social: É a historiografia da Freguesia de Canidelo entre os anos de 1900 a 1970. Após a conclusão daquele esboço, iniciei e está a ser editado neste site toda uma descrição em prosa e em verso e, em fotografia, desta freguesia, cuja mesma poderá ser para adicionar ao dito livro, o seu todo ou partes.
É mesmo, Canidelo minha terra querida. Haja vontade de deixar para os vindouros este testemunho real de como viviam as populações desta freguesia e, que seja possível mandar editar tal livro, que, contribuirá para o engrandecimento desta terra.

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Esta, foi a homenagem à pessoa que sem ajudas de qualquer espécie, sem empréstimos bancários, sem subsídios, que, até nem existiam na altura, pôs em funcionamento e manteve durante 50 anos, aquela indústria, somente pelo seu pulso, pela força do seu trabalho, numa época em que ninguém, ou muito poucos, conseguia algo. E a sua vida de árduo trabalho foi um êxito constante e sempre no sentido ascendente. Ainda hoje, passados que foram vinte e muitos anos que encerrou a dita sua empresa e da sua morte, as pessoas do lugar e da freguesia recordam com saudade e respeitam religiosamente o seu nome. Para outros, por todas estas mesmas razões, acima exaradas, foi sempre e ainda o é hoje, um grande sapo que têm que engolir; Pelo exemplo abnegado de um Homem que o soube sempre ser, de comportamento, de civismo, de trabalho, de chefe de família, de Pai. Industrial empreendedor, empresário, trabalhador independente e empregador.

Salvé 15 de Agosto de 2010
João (Queirós) Monteiro

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Eu Canto a minha vida passada
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Centenário do nascimento do patriarca da família - 15 de agosto de 1910 - 2010

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Homenagem à Família que constituiu


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Eu Canto a minha vida passada,
Eu Elevo minha mãe e meu pai,
A eles Canto e choro sem um ai,
Até à noite e desde a madrugada.
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Eu choro à lembrança da infância,
E Canto em Homenagem a meus irmãos,
Lhes devo a minha importância,
Que a deles, é a maior de todos os chãos.
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À mãe, pai e a todos os irmãos,
- Três, foi a conta que Deus fez -,
Eu choro com toda a honradez;
A trás nada volta outra vez.
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Eu Canto aos meus professores,
De piano, solfejo e violino,
Com quem nunca passei horrores;
Mas que sempre estivesse fino.
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Tocar piano com muito fervor,
Era ambição da irmã, para mim.
Entrego-lhe agora o louvor,
Embora não chegasse ao fim.
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Ao professor de violino,
O meu Canto é com gratidão,
Irmão mais velho tem sempre razão,
Muito ensinou o João;
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Comportamento, honestidade, hombridade,
Escolaridade e musicalidade.
É o irmão superior,
No saber, na vida, na idade.
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Eu choro por minha avó materna,
Foi minha mãe duas vezes,
Não conheci meus avós paternos,
Mas lhes Canto; À Família, às Raízes.
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Eu Canto a minha vida passada,
Eu choro a lembrança da infância,
Elevo meus avós, minha mãe e meu pai,
Deus meu, os guardai.
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João da mestra



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A meu pai
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Poemas e coisas mais,
Meu pai sempre escreveu,
Pudesse eu lembrar que, iria recordar
Meu pai, ao publicar,
E ele, que orgulhoso ia ficar,
Agora que está no céu.
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Mas, que bem me recordo eu,
Desta quadra popular,
Que ele escreveu a brincar,
P´ra cliente não esquecer de pagar:
Joãoda mestra
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“Santo António que é ducado,
Diz-me, por ser amigo,
Se alguém te pedir fiado,
Manda-o… vir falar comigo.”
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Alexandre Monteiro
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Casa de Alumiara








NOSTALGIA

Chora criança, chora,
Que te faz bem o teu chorar,
Outra coisa tão boa na vida,
Não há, nem amar.

Está à mão de semear,
Por isso chora sem parar,
Ficarás deveras melhor,
Se sua Nostalgia aliviar.

Chora, copiosamente,
Pelos que amaste,
Não te inibas, chora,
Tua saúde melhora.

Chora, dilatadamente,
Pelos que gostaste.
Vergonha? De quê?
Então, não amaste?

Chora criança, chora,
Por tua mãe, por teu pai,
Por teus avós e, após,
Chora, criança, vai.

Chora pela tua meninice,
Pela tua adolescência, chora,
Chora quando te lembrares,
Do tempo da puberdade.

Chora criança, da juventude,
Que tiveste ou não tiveste,
Juventude, dura toda uma vida,
Chora toda a tua, também.

Criança, chegas-te a velho;
Se choraste enquanto criança,
Muito mais chorarás agora,
Até ires desta vida p´ra fora.

Perdeste avós, pai e mãe,
Já perdeste filhos também
E para quem ainda os tem,
Muito maior é o chorar.

Criança que chegaste a velho
E que velho ainda não és,
Perdes-te os netos também,
Só te dão pontapés.

Por isso criança chora,
Chora tu velho, também,
Velho volta a ser criança,
Ambos a Deus têm.

E Criança que é velho, chora,
Porque já ninguém o consola.


João da mestra


Afinal, quem errou na profissão?


Na minha terra havia,
hoje não sei,
não estou lá.
Mas, no país ainda há,
que, eu ainda estou cá:
Muito enfermeiro, dentista, médico ou professor,
sapateiro.
E sapateiro que sabia, ser: enfermeiro,
dentista, médico, professor e, sapateiro na profissão,
na perfeição, sem ser sapateiro.
Mas, havia doutor sapateiro , cirurgião
e muita profissão
de sapateiros.
E, muito advogado, juiz ou solicitador
que, não é doutor,
sapateiros.
E, sapateiros de profissão, que, o não são:
Sapateiro poeta, sapateiro escritor, sapateiro tenor,
sapateiro a trabalhar na perfeição,
mas, a aguentar com o nome daquilo que os outros são.
Afinal, quem errou na profissão?

Joãodamestra